10.5.10

Flirt bancário

Tenho com as instituições bancárias uma relação muito própria. Eles acham que me devem cobrar por guardar o meu dinheiro, eu acho que eles é que me deviam pagar pelo privilégio de o fazerem. Além disso, tenho a plena noção que eles não me percebem. Não tenho outro crédito que não seja o que a minha personalidade me garante ao chegar a qualquer lugar, o meu cartão de crédito tem um comportamento mais regrado que alguns monges franciscanos e o meu perfil mostra que quando se paga jogo, drogas e álcool com dinheiro vivo, tudo parece muito mais simpático.

Portanto, quando um rapaz como eu se dirige a um balcão e pede uma pipa de massa, por norma verifica-se uma de duas situações. Ou tem uma meia de seda na cabeça e, mais do que a razão do pedido em si, a nota maior é que este é um rapaz que até com uma meia na cabeça consegue ser eloquente. Ou então, é um jovem temerário que gostaria de saber, por curisoidade, o que é preciso para casar com um banco até que a dívida os separe, usando uma corda no pescoço para o resto da vida só para honrar o compromisso.

Mas, o que é interessante verificar é forma como os bancos tentam criar empatia connosco, a malta que ainda não é velha.. Não que não saibamos que o negócio deles é fazer dinheiro e queixar-se que não o têm. Cada vez vemos bancos com atitudes mais jovens, malta no atendimento mais jovem, condições mais jovens e prazos cada vez mais jovens até aos 70 anos. E ser jovem é fixe, nem porque seja por ser mais fácil arranjar um banco à nossa medida. Seja lá ela qual for.

Muita gente continua a ver no banco aquele amigo a quem se pode cravar uns trocos que ele na volta até se esquece. Quando não é o banco é uma instituição de crédito, daquelas que parecem outro amigo cheio de dinheiro que o dá sem problemas e ao desbarato. E, quando o amigo lhes parte os dentes com um malho não percebem o que se passou.

E a seguir vão a correr pedir um crédito para pôr uns dentes novos.


PS – Os bancos continuam a sorrir a Mak, sabem que ele é um bom partido e gostavam de o conhecer melhor. Mak sorri-lhes de volta, sabe que um dia lá terá que ser. Mas, por enquanto, ficam-se pelo flirt e só lhes resta sonhar com o dia em que eu diga o "sim".

5 comentários:

  1. Engate puro e duro. :P ladroagem, pronto...

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  2. Comigo é para a vida toda, o casamento!
    Vai durar até aos 70 anos que eu sou uma mocinha seria!

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  3. E para quando a cama?

    ( Não vais casar antes da cama, pois não?)

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  4. O meu banco gosta tanto de mim que casámos até aos meus 75 anos.
    Sim, sou uma Besta...

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  5. Ah... o casamento (refiro-me àquele que dura muitos anosss…) ao qual poucos de nós conseguem escapar...
    Eu - não resisti simplesmente - e do flirt passei à consumação do sexo. Pelo menos fo***-me mas com a minha autorização, que isto cá não há pão para malucos. Resta-me a consolação de pensar que morro antes deste casamento terminar… e quem se f*** são eles.

    Quanto aos casamentos mais curtos, nesses não alinho que eu sou moça séria e de relações duradouras.

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