8.3.10

O dia da mulher é quando o homem quiser

Hoje existem essencialmente dois temas para tentar passar por gente de bem. Sobre um deles não direi mais do que isto – eu bem disse que este senhor ia levar para casa aquilo a que tinha direito. E com um discurso de nível.

Sobre o outro, não há grande segredo, o meu título é mais oferecido que a Elsa Raposo.

Mulheres.

Mas olha lá, (baixe a voz em caso de reprodução literal do texto em local público) não corre por aí o boato de que os homens pouco ou nada sabem sobre as mulheres?
Corre. Mas, também corre o boato sobre esse boato classificando-o como um boato de conveniência, criado por homens à procura de desculpa conveniente “Epá, não percebo as gajas” e por mulheres que acreditam nas desculpas que certos homens dão.
Se formos a ver as coisas, os homens sabem muito sobre as mulheres. Por exemplo, no meu caso, só para verem o esforço de compreensão, – vivi inclusive nove meses dentro de uma. Veja-se a literatura, as artes, a música e não faltam exemplos de homens que percebiam tão bem as mulheres que as imortalizaram das mais diversas formas. Fora do campo artístico, mais próximo de nós, veja-se também o Tony Carreira, o qual eu não percebo nem pretendo perceber, mas pelo vistos percebe e é percebido pelas mulheres do nosso Portugal. Percebem?

“Ah, mas esses são uma minoria, uma raridade”, clamam vozes algo agastadas, que eu ia jurar que parecem ligeiramente femininas. Errado, digo eu com frontalidade, mas ainda assim sem um tom agressivo, mostrando compreensão.
Usando em analogia o futebol, área sempre didáctica no que à relação homem-mulher concerne, o que esses senhores são é os Cristianos Ronaldos da compreensão feminina. Não obviamente no sentido de regabofe do artista, mas sim no seu estatuto futebolístico. Mas, seja na estratosfera do futebol ou na quinta divisão distrital, os jogadores partilham uma paixão pelo desporto que praticam. Possivelmente, por ser menos dotado, o jogador da distrital tem até que se esforçar mais, passar mais provações para fazer o que gosta. Tal funciona também assim, na compreensão feminina. Abaixo dos iluminados, há quem também se esforce, quem saiba e quem queira, mesmo que seja mais tosco a demonstrá-lo. Resta saber se quem está do outro lado se recusa a querer do mundo outra coisa que não seja um Cristiano Ronaldo. E aí, não há compreensão que valha.

Por outro lado, não é preciso ser muito iluminado para perceber que também existem calhaus com olhos que nem um pontapé sabem dar na bola. Provavelmente, correspondem aos que tratam as mulheres a pontapé. Mas, desses nem falo, porque depois na volta ainda lêem isto e não pretendo pôr-me a jeito para me tornar um alvo novo para a biqueirada.

Dia da mulher? Tipos inteligentes sabem que para isso não existe data marcada, a não ser as que a sua cabeça ditar. Até porque junto com a compreensão feminina, para muitos vêm refeições a horas, roupa lavada, pezinhos quentes e a certeza de que se se estão a rir neste preciso momento, é porque não têm nenhuma mulher ao pé de si.

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Ser humano é dificil... :P homem, mulher ....tanto faz

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  3. Só para que conste, o Tony Carreira não me entende, ok? Bj:-)

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