18.3.10

Coisas que nunca me vão apanhar a fazer

Enquanto corria ontem à noite pela Avenida Rio de Janeiro, seguia para a Avenida do Brasil, descia a Gago Coutinho, subia a Avenida dos EUA e continuava por aí em diante, lembrei-me de umas quantas coisas que gostava de não ter a capacidade de me lembrar e que, depois de me lembrar delas, me lembraram que há coisas que não se devem esquecer, para nunca ter de as fazer. Assim como:

- Vestir-me de campino a rigor e estar 2 horas à porta das Amoreiras.

- Brincar aos telefonistas e ligar para extensões internas a arfar de modo suspeito e dizer em voz ofegante - “Gostas do meu corpo?”

- Explicar a uma coluna de veículos militares qual o caminho certo para um dado hospital e perceber segundos depois que os enviaram na direcção errada.

- Fazer uma dissertação num exame sobre “A importância do polegar oponível para o desenvolvimento cultural humano” de forma totalmente ad lib e usar expressões como “papagaios com mãozinhas” ou “macacos bem falantes”.

- Descobrir que a diferença entre primeira classe e turística na auto-motora que liga Évora ao Barreiro (em 220 horas) é que os bancos são acolchoados na zona onde se apoia o braço.

- Não perceber (ou fingir que não se percebe) o que é que uma gaja está a querer dizer com o uso repetido da expressão “Ir dar banho ao palhaço”.

- Responder a um superior que diga “Este trabalho que fizeste está um bocado abichanado” com “Na volta foi por isso que me pediram para o aprovar contigo”.

- Consumir Gold Strike de modo desenfreado. Correcção: consumir Gold Strike.

- Pensar que o nariz é mais resistente que uma bola de basket.

- Fazer listas que possam levar as pessoas a pensarem que dadas coisas se passaram connosco.

3 comentários:

  1. hahaha!
    Lunático ou de génio? Deves ser toda uma personagem de BD

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  2. Coisas que eu jamais voltarei a fazer:


    1-ler os "Diálogos de Crátilo"

    2-ler os "Diálogos de Crátilo"

    3-ler "Assim falava Zaratustra"

    4- pintar o cabelo de verde.


    ;);)

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