24.2.10

Ó culos escuros que pairam no Metro

Airosos
seus portadores,
de cegueira não padecem,
pirosos,
seus trejeitos,
esmola não merecem.

Que estilo o meu,
Pensam com seus botões,
Coitadinhos,
Penso eu,
De tamanhos figurões.

Invejo
os ceguinhos,
Que não têm de os ver,
Mas mais cego é quem vê,
mas prefere não o fazer.

Claridade,
Alegam com recato,
Cagança,
É a verdade,
Por detrás de tal acto.

Solução,
Não tenho,
Só disponho de azia,
Já me basta pedir perdão,
Por molestar a poesia.

5 comentários:

  1. Mas esses não andam de Metro.

    (e não isto não deve ser entoado como uma letra do Abrunhosa)

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  2. Mais uma prova de que o mundo anda pelas mão de oportunistas peritos em "chico-espertismo..."

    Um abraço

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