6.1.10

Olha que te parto os rótulos

Há muito que a Humanidade tem uma carinhosa afinidade com o vinho. Tanto é assim, que já lá vão uns bons aninhos desde que decidiu começar a bebê-lo. Mas, que não se pense que é sobre a boa da pinga que me vou debruçar, pois para isso já me bastou o pequeno almoço.

Serve este pequeno raciocínio para mais uma analogia barata, prato favorito nesta modesta casa. “Um bom rótulo não faz bom um vinho e um mau rótulo não faz mau um bom vinho”.

Funciona para o vinho, funciona para as pessoas. Com a diferença que é mais fácil tirar um rótulo a uma garrafa do que a uma pessoa e que há mais rótulos certos no mundo vinícola do que no mundo das pessoas.

5 comentários:

  1. achei isto muito bonito.
    (bonito, bonito, são os copos a encher de tinto)

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  2. Realmente, a analogia entre garrafas de vinho e pessoas está muito boa.
    É quase como aqueles tipos vestidos de preto, com botas Doc Martens e cara pálida, mas quando alguém lhes fala em Joy Division perguntam se isso fica na Feira Popular.
    Cada vez mais a miudagem adopta os rótulos que acham com mais pinta, independentemente de se identificarem, ou pelo menos conhecerem, o conteúdo associado.
    Acho uma piada àqueles putos que se dizem comunistas porque compraram uma camisa de flanela e fumam umas brocas atrás da escola!
    Mas ó Mak, temos de admitir que essas coisas da imagem funcionam mesmo, senão porque motivo alguém compraria um Alfa Romeo?! :)

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  3. Eu Alfa Romeos não compro, mas no máximo vou almoçar ao stand da marca, que fica sempre bem...

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