28.1.10

Domingo Desportivo versão Striptease



Existe por aí uma gentinha que afirma em surdina que neste blog não se abordam temas de jeito. Gostaria de negar peremptoriamente, e uma vez mais, o facto de isto ser um blog. Mas, porque até tenho umas noções de entretenimento de massas, permitam-me misturar o universo do comentarismo desportivo e do striptease.

Nos habituais programas de comentário desportivo, temos resumos de dois minutos e secas de meia hora. Análise ao pormenor, discussões acaloradas sobre capacidades técnicas e capacidades de técnicos, etc. Como isso me farta um bocado, acabei por ir ontem ao cabaret Maxime, onde a noite prometia Manuel João Vieira e dançarinas exóticas.

O programa revelou-se interessante, se bem que não exactamente o previsto, pois Manuel João deu uma de Dom Sebastião e foi o guitarrista dos Ena Pá + pianista a fazer o support act das três miúdas desinibidas que entraram em palco mais tarde. O facto de ter ido acompanhado de senhoras (e uso este termo como contraste óbvio para o bandalho que sou) revelou-se um claro valor acrescentado.

Ver um show de strip acompanhado de mulheres foi como ir ver o jogo da bola com o Gabriel Alves e o Rui Santos ao lado. Não se deixa de apreciar o espectáculo, mas tem-se toda uma outra dinâmica técnico táctica. Vejamos apontamentos.

“Ah, tem muito pouca sensualidade a dançar. Parece um cepo.”
“Epá, celulite é que não, estraga um pouco o número para uma profissional do género”
“Repara na musculação das pernas. Horas de ginásio, tornear assim sem exagero não é fácil”
“A morena é sem dúvida alguma mais evoluída tecnicamente que as outras. A cabra tem cá uma flexibilidade. Pena a cara de cavalo.”
“Há muita silicone a actuar no campeonato do strip. Pena que nem toda seja realmente um valor acrescentado”.
“A combinação roupa-música não está a funcionar muito bem. Não estudou bem o número”.
“Esta gaja é muito dinâmica, ocupa bem os espaços no palco, parece que tudo está focado nela”.
“Os implantes daquela tipa são claramente uma aberração”.
“Muito boa música. Assim até eu me despia”.
“Estás a gozar com o tipo que ela sentou na cadeira? Não é fácil, vais lá tu?”

Não fui. Não podia. Estava completamente embevecido a ouvir pérolas da análise stripteaser. As gajas, de facto, não eram nada do outro mundo, mas tinham o seu talento. E não fui eu que disse isto.

3 comentários:

  1. Não têm um corpo por aí além, mas sabem o que fazem (estou a falar das meninas). A Romina faz uns muff divings muito bem excutados, eu que o diga.
    Espreita isto: http://dosmeussaltosaltos.blogspot.com/2009/12/e-foi-assim-ja-sem-restea-de.html

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  2. Sim senhor, isso são aniversários de categoria. Creio que essa senhora estava de folga ontem ou que não eram as habituais.

    O que não impediu que fosse um regabofe, com os apontamentos técnico tácticos à mistura.

    E não, não fui ao palco. Não gosto de envergonhar pessoas que dançam pior que eu :D

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  3. Ahh... é tão verídico que até doí! :)
    Gajas!!

    Ginja

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