Calma pequenitos, este não é um daqueles posts em que alguém, vulgo eu, chama ignorantes aos outros e se considera a maior autoridade em questões de tudo e mais alguma coisa, apontando defeitos vários, aqui e ali. Para posts do género, consultem o resto do blog.
Este é, pura e simplesmente, o título do livro que estou a ler. “E a gente, que samos pessoas simples, o que é que temos a ver com isso?”, indagam vocês, coçando a orelha. Nada, digo eu, tirando se forem a senhora que ia ao meu lado no autocarro e insistentemente tentava descobrir o livro que eu ia ler. Algo que, do alto da minha benevolência, dificultei o mais que pude.
Por isso, este post é para essa senhora e vocês são meros voyeurs. O que vos deve dar um gozo danado, já que toda a gente sabe que malta que visita blogs deste calibre gosta é de cenas esquisitas.
Quem aprecia Miguel Esteves Cardoso, gosta deste livro. Eu, que lhe apreciava a prosa, nunca me deixei cativar muito pelos seus livros, um pouco por preguiça, outro por teimosia. Mas este título, só por si cativou-me, uma vez que dar explicações e pedir explicações é coisa que fazemos frequentemente, mas raramente no melhor sentido e ainda menos sobre o português.
A nossa língua, minha e da senhora do autocarro, pela vossa não ponho as mãos no fogo, é rica o suficiente para este livro poder ser do tamanho do tijolo do Bolano. Mas não, tem a dimensão certa, apreciando eu sobremaneira os textos sobre o sentido de uma só palavra. Porque é possível escrever sobre tudo e sobretudo sobre nada, de forma interessante. É esse o dom de quem sabe cativar as pessoas pela escrita e o MEC nesses textos captados das suas crónicas, revela isso mesmo.
Quanto a mim, esse dom revela-se no facto de nem a si, senhora do autocarro, lhe conseguir chegar com esta palavras. Por isso, se ainda estão para aí a voyeurizar como se não houvesse amanhã, aceitem um conselho. Com o Natal aí à porta, se vos apetecer, peçam umas explicações de português. Se for o livro, melhor, se forem aulas, pronto já é um princípio.
4.12.09
Explicações de Português
Rasgo alucinado de
Sérgio Mak
at
16:48
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Estou a reler o mesmo livro. Não me canso! E adapta-se a mim, que tenho tão pouco tempo para ler! Muito bom mesmo!
ResponderEliminar*
Ofereci-o ao meu pai pelo aniversário em Julho e depois gramei com as citações do livro durante uma semana inteira. Mas o meu pai, que conhece muita da obra do MEC, adorou o livro. E confesso (que ele não me ouça/leia) que algumas das citações até eram giras.
ResponderEliminarEu ando a reler o A Minha Andorinha, e acontece-me exactamente o mesmo no autocarro. Claro, o facto de eu não conseguir evitar sonoras e espontâneas gargalkhadas sempre que leio o MEC ajuda a suscitar a curiosidade dos vizinhos acerca do que é que estou a ler :-)
ResponderEliminarTenho-o e assinado. Confesso que não é, mesmo, dos meus escritores portugueses favoritos, mas este livro sim, é bom.
ResponderEliminarTambém não consegui gostar por aí além das obras longas, mas realmente os textos curtos dele são quase perfeitos...
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