13.12.09

Aproveitem o frio e dispam-se de preconceitos



Quis o destino que eu resida actualmente a 10 passos de um clube de strip. Não foi uma decisão premeditada, quer da minha parte, quer da parte dos senhores do clube, embora estes tenham saído a ganhar pois tenho amigos que passaram a chegar com 4 horas de atraso quando combinamos alguma coisa à noite.

Nada tenho contra tão laboriosa actividade já que, graças a ela, já testemunhei cenas com tipos acalorados a discutirem na rua o facto de terem sido barrados à porta com frases épicas como “Atenção, não é por não ter 35€, é pela atitude”. Isto para não falar da minha piada recorrente de “O sonho de qualquer stripper é ter um filho varão”.

No entanto, pelo me é dado a saber, depois do boom inicial dos clubes de strip em Portugal (ex: Champanhe ou Passerelle, com vedetas do estrangeiro), multiplicaram-se os antros de qualidade duvidosa na matéria, com autênticos presuntos pendurados em varões por Lisboa e Portugal fora.

E se o strip, arte tão recriada em filmes de Hollywood com mulheres deslumbrantes e flexíveis a ponto de fazer corar de inveja a malta do Cirque du Soleil, estivesse a esse nível por cá, eu bateria as palmas e diria - sim senhor, quem vai a uma casa de strip tem uma desculpa tão legítima como aqueles tipos que dizem que compram a Playboy (estrangeira, que a nacional não existe) pelos artigos. Seria “artístico”. Aliás, deve ser com base nesse imaginário que as aulas de varão singraram aqui e acolá, com mulheres comuns a tentarem encontrar a Demi Moore que têm dentro de si e tipos a tentarem roubar varões nos transportes para levar para casa juntamente com o CD do Joe Cocker.

Mas, pelo que me é dado a conhecer e a minha (pouca) experiência transmite, em termos de sensualidade artística, o panorama actual tem muito pouco. Depois, o que sobra entretem apenas grupos festivos forrados a álcool e amantes da caça à febra encoberta.

E, para isso, já existiam as Festas de Natal das empresas.



PS - Nem vou falar de strip masculino, porque depois de bater no amblíope, tenho pouca disposição para aviar o ceguinho.

6 comentários:

  1. Devo dizer que não tinha nada contra bares de strip masculino ou feminino, até me terem levado a um...de strip feminino...eu, o meu mamorado e uns amigos dele, que nos fizeram esta surpresinha...senti-me como se estivesse numa daquelas reportagens underground da TVI, e realmente achei que nada de artístico se encontrava naquele lugar...era apenas uma versão muuiitto rasca dos tais clubes retratados nos filmes de Hollywood.

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  2. Já está tudo tão explorado que qualquer dia vamos ter bares onde o pessoal paga para ver as gajas vestirem-se. E em vez de dançar, estão paradas, estáticas.

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  3. Comecei a rir no título e acabei com as festas de Natal das empresas ;-)

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  4. Há uma casa XPTO,com nível à entrada de Vale do Lobo, no Algarve. Se pensares ir lá leva-me contigo, é que já tenho experiência. Lê :)

    http://dosmeussaltosaltos.blogspot.com/2009/07/pipoca-foi-ao-strip-e-levou-uma-tareia.html

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  5. Esse pessoal que tenta levar os varões dos transportes para casa diz Jói Cócker.

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  6. Sinceramente, strip ?
    Único clássico que não referiste deve ser aquele ao pé do técnico ... possivelmente o que fica à porta da tua casa ;)
    E eu sou gaja não frequento esse tipo de casas :)

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