6.11.09

Este blog não existe, nem desiste

Neste blog as coisas não se medem aos palmos. Até porque dada a parca inteligência do seu autor, o palmo é capaz de ser uma medida demasiado complexa.

Cumprem-se aqui muito poucas das regras do “bem-escrever” para blogs e internet. Aliás, cumprem-se aqui muito poucas regras ponto, começando pelas de etiqueta, passando pelas do bom senso e acabando, porventura nas de higiene mental.

Os títulos não são claros, nem straight to the point. São trocadilhos, piadas de circunstância, são esforços para que ninguém perceba logo à primeira que não há muito que interesse à segunda.
O primeiro parágrafo não foi feito para agarrar o leitor. Primeiro porque eu não sei se quero agarrar toda a gente que por aqui passa. Segundo, porque para agarrados já me basta o que estaciona carros na minha praceta. E depois porque os outros parágrafos ficariam com ciúmes de ver leitores agarradinhos ao primeiro.

Dizem-me amigos meus (e também o vendedor de castanhas em frente ao meu local de trabalho) que os textos são demasiado longos para um blog. Que lhes faz doer a vista estar tanto tempo ao computador, ainda por cima a ler coisas tão más.
Apenas por respeito ao vendedor de castanhas aqui me explico: quem quer coisas pequenas que vá ao Twitter, ao Facebook ou ao Portugal dos Pequenitos. Palavras como sucinto ou reduzido aqui só entram acompanhadas de 10 mil amigos. Porque sim e porque se me apetecer fazer um post anão isso vai surpreender agradavelmente as pessoas: “Olha, o cromo hoje não lhe deu uma verborreia”.

Este blog não tem agenda. Nisso é parecido com o seu dono, que nem a do telemóvel usa, embora seja mais abusador ao falar de si mesmo na terceira pessoa. Este blog não tem género, nem sequer espécie. Quer dizer, é uma espécie de alucinação, mas degenerada.

A única coisa que este blog efectivamente parece ter é leitores. Não sei bem porque não o acompanho muito, mas parece que suplantou claramente as expectativas, que apontavam apenas para impressionar o vácuo cibernético. Nos seus sonhos mais ousados, o autor esperaria quanto muito que os seus leitores se contassem pelos dedos das mãos, de alguém a quem rebentou uma granada nas ditas cujas.

Não pensem que isto é um obrigado. Isso seria legitimar a vossa doença. Porque vocês têm problemas e o primeiro passo é eu admitir isso. De outra forma, não estariam aqui.

8 comentários:

  1. Para constatar o facto, apenas.
    Abraço e obrigado.

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  2. Ora nem mais! (Problemas? Quais problemas?... Estas barras?!?! Isto é uma janela larga que se estreitou várias vezes!)


    :)))

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  3. Oh yeah!
    I'm sick! Sick Of It All.

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  4. E um autógrafo do sr. que te vende as castanhas, arranjas?

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  5. Sou leitora deste blogue e muitas vezes com uma enorme vontade de dizer que Gosto Muito.
    Mas são palavras tão pequenas para a "arte" que aqui encontro.
    Obrigada ;)... não desistas !!!

    AP

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