13.8.09

Sobre a acção de despejo de Adão e Eva


Toda a gente conhece a vida do Adão e da Eva tão bem, que até parece que somos porteiras de um qualquer prédio celestial. E, embora nem entre na discussão no plano teológico, há ali muita coisa mal explicadinha.

Primeiro que tudo, Eva era aquilo a que se chama na restauração “um piano” do Adão, isto é, antes de Deus se armar em Dexter. Mas adiante, se o biótipo pele e osso era o que estava a dar na altura, siga.
Agora, um casal nu, ambiente paradisíaco, nada para fazer, nunca lhes passar pela cabeça toda uma panóplia de regabofe? Dá-me ideia que, parra à parte, se tratava de um casal de atadinhos. Para além do mais, se esse tipo de entretenimento não estivesse já nos desígnios do Senhor, para quê dotar a malta de certas e determinadas ferramentas. Só se fizer parte de um sentido de humor muito mórbido.

Tendo todo este cenário em conta, a conclusão é óbvia: só com uma maçãzinha aquele parzinho não dava conta do recado. Para já, Eva teria um claro problema com a bebida ou era esquizofrénica, pois embora se conheçam muitas víboras com duas pernas, as tradicionais não são conhecidas por entabular conversações com a malta. Depois, conheço muitas linhas de engate duvidosas mas coisas do estilo “Bem, já que comeste a maçã, bem me podias comer a mim” criam toda uma nova categoria de actos falhados. (tirando se houvesse já uma predisposição para gostar dos Malucos do Riso)

Daí que a razão mais provável para o pecado original tenha possivelmente que ver com uma de duas coisas que não devem faltar em Jardins de categoria divina – erva ou cogumelos. Sim, porque nada me diz que aquele casal não tinha ali uma pitada de hippie.
E, como é óbvio, por muito complacente que um Senhorio seja, sacar drogas do jardim e manchar a esteira que lá havia para os piqueniques, mostrou logo que há malta em que não se pode confiar. Especialmente se forem pessoas.


Afroman, Because i got high

2 comentários:

  1. a saga depois continua com o milagre da santissima trindade???
    :) :) :)

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  2. Já o Jesus era muito mais hippie... Aquelas túnicas não enganam.

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