Convenhamos, ser gay e sair do armário já não é o que era. Sim senhor, ainda há casos em que isso causa grande emoção, etc e tal, mas a verdade é que os tempos mudaram e quando se vê “Música no Coração pela 43a vez” aquilo já não é propriamente novidade...
Vislumbre-se um episódio jovem a sair do armário com os pais:
Jovem – Mãe, pai, vim cá jantar hoje para vos dizer algo importante.
Mãe – Ó filho, pensei que viesses por causa do cabrito.
Jovem – Sim, o cabrito é sempre bom, mas eu...
Mãe – É por causa de seres gay?
Jovem – Mas...já sabiam?
Pai – Então, mas tu achas que somos parvos? Olha, passa aí as batatinhas.
Jovem – Eu sei que não é fácil, mas acreditem....
Pai – Não é fácil? Difícil foi a tua mãe preparar o cabrito. Mas olha, se já te decidiste, aproveita e vê lá se convidas o teu primo Hugo para sairem mais à noite.
Jovem – O Hugo é gay????
Mãe – O Hugo e a filha da Arlete, a Carminho. Esteve cá a lanchar com a namorada a semana passada.
Pai – Era simpática a rapariga, despachou-me foi meia garrafa de aguardente.
Jovem – Eu não sabia...
Pai – Pronto, não fiques assim, agora já sabes. E, quando puderes, traz-me daquele creme que tinhas para a cara aqui na casa de banho. É que me faz um jeitaço para depois da barba.
Jovem – É que, nem no emprego sabem...
Mãe – Falando em trabalho, o teu pai diz que abriu um escritório de consultores lá no edifício dele Acho que têm assim um ar bem cuidado e essas coisas. Tu no teu CV dizes que és gay? Olha que podia dar jeito...
Jovem – O que é que isso tem a ver? As pessoas não têm nada a ver com isso. Cada um...
Pai – Mas filho, tu é que vieste falar connosco....
Jovem – Epá, vocês são impossíveis. Eu vou andando...
Mãe – Olha, leva cabrito!
Como se vê, necessitamos de novas saídas do armário para dinamizar a expressão. Talvez pessoas que gostassem de dançar em ranchos ou contabilistas que gostem de declamar poesia lírica. Não se acanhem, eu já assumi o meu amor pelas rendas de bilros.
Little Boots, New in town
18.6.09
Saída do armário a 300 metros
Rasgo alucinado de
Sérgio Mak
at
15:42
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Este post lembrou-me um skecth do Little Britain: "The gayest man in the village".
ResponderEliminarMuito bom. (ambos)
Diálogo fantástico - fartei-me de rir. Só não estou a muito ver uma Arlete com uma filha Carminho, e não vejo como combinar rendas de bilros com o personagem Mak, O Mau. De resto, há muito mito e cada armário por aí...
ResponderEliminarjuro que adorei este post!
ResponderEliminarAgradeço as referências. Resta-me acrescentar q este post teve o apoio Móveis Libório, a melhor solução para armários em Paços de Ferreira.
ResponderEliminarGenial!!!
ResponderEliminarFantástico!... És um grande Humorista!
ResponderEliminarBeijinhos,
T