2009/06/29

Nomenclatura para organizações de gente alienada

A par de um duche gelado tomado a rigor, de fato e gravata, antes de sair de casa gosto de me refrescar pela manhã com notícias que me provam que há gente em pior estado mental do que eu.

Sendo assim, foi com alegria que descobri , através deste espantoso relato, que existem organizações com nomes desta craveira - Rede Internacional de Pessoas que Consomem Drogas (INPUD) e o movimento português CASO (Consumidores Associados Sobrevivem Organizados).
Primeiro que tudo, maravilha-me o facto desta malta ter efectivamente a capacidade de se organizar. Já não me parece tão extraordinário a forte possibilidade destes nomes terem sido obtidos sob o efeito das suas matérias primas favoritas.

Rede Internacional das Pessoas que Consomem Drogas parece-me uma organização que se manifesta quando a polícia apreende contentores de drogas, apelando à liberdade dos narcóticos e que organiza exposições das melhoress fotos de apreensões policiais, daquelas todas direitinhas, com pacotes ordenados por volume e tudo. Parece-me ainda que é gente para lançar o cartão DrugPlus, com descontos nos principais postos de abastecimento e a oportunidade de trocar pontos por seringas, cartões de plástico, garrafas de água e, expcionalmente, comida.

Já o movimento português, parece-me um CASO sério. Não sei se é a rima Consumidores Associados / Sobrevivem Organizados, se é o facto de ver que nem os arrumadores se conseguirem organizar, mas parece-me pouco credível. Depois houve a necessidade de transformar a sigla numa palavra, levando-me a pensar que os consumidores de ecstasy e LSD têm preponderância no grupo, o que leva à conclusão que num dia podem estar a lutar contra a discriminação do toxicodependente e no dia seguinte pela defesa dos ninhos de elefantes verdes na Assembleia.

E, sendo este um texto escrito no âmbito da EDIOTA (Escritores Desorganizados mas Interventivos, Opinativos e Totalmente Amorosos), sei bem o que se passa nos movimentos associativos menos considerados. Simplesmente, eu não consumo drogas.

As drogas é que me consomem a mim.

The drugs don’t work, Ben Harper cover

3 Pseudo-artistas do verbo intervieram:

SN disse...

Que "amorosa" intervenção

Catarina disse...

Este post é o primeiro passo para fundar o GGG, Grupo que Goza com Grupos!

Tempus_Fugit disse...

Bem o pessoal da Assembleia já é um bocado hi on life... Não sei se era preciso acidos para a coisa chegar aí. Mas tinha a sua piada. Era gajo para parar o zapping no ARtv pelo menos uma vez na vida.