30.4.09

Perguntas, idiotas e perguntas idiotas

Dentro das muitas perguntas que rodeiam as capacidades humanas, algumas têm resposta fácil. Infelizmente são aquelas que têm que ver com o nosso virtuosismo de fazer perguntinhas idiotas.

Senão vejamos: no campo amoroso haverá alguém que pergunte “Amas-me?” esperando ouvir outra coisa que não seja um “Sim” (Exclui-se deste exemplo pessoas que fazem esta pergunta com uma peça de cutelaria escondida na mão). Já no campo do trato social, um bom exemplo é a pergunta “Então estás melhor?” feita a gente que encontramos depois de ausência por doença é tão óbvia que para além do “Sim / Um bocadinho” só se admite um “Não, estou a morrer, mas quis contagiar o maior número de pessoas possível antes”.

Encontrar perguntas idiotas ou pré-formatadas é fácil, pois as pessoas (à minha excepção) não são perfeitas e têm inseguranças, falhas comportamentais ou são, pura e simplesmente, assim para o parvo.

Eu perdoo isso às pessoas porque também erro (por exemplo devia ter posto algo mais forte que “parvo” no parágrafo acima). Mas, caso pior é o das as instituições, que deviam ter mais juizinho, mas em vez disso são aquelas que fazem as perguntas mais idiotas e não me estou a referir apenas às portuguesas. Prova disso mesmo é o questionário para autorização de vôo até aos EUA. Qualquer uma das perguntas feitas só tem uma resposta possível, a não ser que a pessoa goste mesmo de preencher questionários online por desporto ou queira acumular pontos para enviar um currículo para a Coreia do Norte.

Se tiverem paciência vão lá ver, mas fica ao meu exemplo favorito:



De facto, a semana passada, entre um jogo de basket e um jantar de amigos passei umas horas a fazer sabotagem e já se sabe que os fins de semana grandes são bons é para um genocídio à maneira. É melhor dizer que “Sim”.
Mas, outro pormenor tem a ver com as perseguições nazis entre 1933 e 1945. Se for a partir de 1946 estamos safos, porque na altura da 2a Guerra Mundial é que aquilo não era só um hobbie. Além disso se, na melhor das hipóteses, alguém tivesse 20 anos e andasse armado em nazi a perseguir malta em 1945, teria agora 84 anos. Dá-me ideia que se não foram apanhados até agora, não se devem descair no questionário. “Então Sr. Muller, 60 anos a fugir às autoridades por ter sido nazi e agora é que diz que sim no questionário? Ai, ai, ai, já não vai a Miami nem come puré de maçã ao jantar. Seu maroteco, vá lá brincar com Sr.Alzheimer”.

Depois sou eu que sou parvinho...

5 comentários:

  1. É bem verdade, mas mais uns 20 anos e essa pergunta deve deixar de existir...:)

    Agora, a pergunta mais idiota para mim é o :"Então, que é que estás aqui a fazer", sobretudo quando dito num sítio em que se percebe bem o que é que a pessoa está ali a fazer (num jogo de futebol, no cinema, etc...)

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  2. No mínimo hilariante, essa pergunta. Se eu fosse terrorista punha logo uma cruz no sim... :S

    Mas há perguntas idiotas fantásticas, que nos dão uma vontade enorme de dar respostas fantásticas também.

    - Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na TUA cama, com a luz apagada e te perguntam: ESTÁS A DORMIR? Não, estou a treinar para morrer!!

    - Quando acabas de te levantar, há sempre alguém que pergunta:
    Já acordaste? Não. Sou sonâmbulo!

    - Quando estás à frente do elevador da garagem do teu prédio e chega alguém que pergunta: Vai subir?? Não, não, estou à espera que o meu apartamento desça.

    - Entras num banco com um cheque e pedes para trocar: Em dinheiro??
    Não, pode ser em clips!...

    Vou ver se sobrou um bocadinho de puré de maçã do jantar
    ;)

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  3. Eu sou anti-social. Não pergunto nada. Respondo a pouco.
    Não caindo nesses clichés de vida em sociedade sou a anti-social, mau feitio ou desligada....wharever ....

    Mas se me perguntarem se sou terrorista . Ponho não e escrevo nas observações GOSTAVA!
    M

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  4. As saudades que eu tenho desse questionário... Ainda colocam aquela sobre parentes Nazis? Ou aqueloutra sobre o contacto com gado??

    Saudações. E boa NYC!

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