27.1.09

Desconfiem de quem sofre de adultismo


Há pessoas que encaram “ser adulto” como se fosse um emprego. Coisa séria, bem regrada, com um manual de etiqueta que é suposto cumprir para não ficar de fora. Afinal de contas, somos todos adultos não é o que se costuma dizer entre adultos.
Ora a mim irritam-me as convenções. Talvez por isso faça o que faço, num ambiente não tão formatado como a maioria das coisas no mundo dos adultos (mas o vírus pega-se). Acho que só deixam de ter um lado mais infantil, pelo menos em parte, as pessoas que afogam a criança dentro delas (e isto não é um processo abortivo condenado por lei) com golfadas de comportamentos ditos adultos.

Ter maturidade e ser adulto não é a mesma coisa. A maturidade é um processo natural, o ser adulto é uma convenção social de coisas que “é suposto fazer”. Posso ser uma pessoa informada e ainda assim não ter que debater ao almoço pelo menos três tópicos nas notícias do dia. Posso gostar de fazer trocadilhos imbecis, sem isso significar que não sei fazer mais do que isso. Posso “ser crescido”, sem ter que ter uma postura grave e ponderada que, ainda assim, não é exclusiva de pessoas com carácter.

Que seja a personalidade de cada um a ditar comportamentos e não as convenções sociais. Só por si o termo convenção já denuncia um grupo de chatos unido para tomar decisões que não lhes competem.
Posto isto, vou ali praticar a eutanásia nuns quantos “adultos” que já morreram e ainda não deram por isso.

11 comentários:

  1. Como eu gosto de ser criança!

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  2. Tudo bem, mas não achas que há algumas convençoes necessarias dada a natureza humana?

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  3. ehhhhh láaaaa
    que post tão maturo!!
    ora nem mais.
    :)

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  4. A mim, a (matur)idade tem-me feito aprender a disfrutar cada vez melhor da criança que há em mim - e olha que é uma "pestinha"!!!

    De qualquer forma, se não fossem algumas convenções, o mundo era um caos!!!

    Beijinhos
    T

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  5. Eu sou pequenina, e congratulo-me da aparência de enfant terrible que ainda hoje mantenho, tendo já passado a fasquia dos 30. Criança para sempre, no corpo e no espírito!

    P.S.: A maior parte das "convenções" apenas servem para limitar o ser humano e torná-lo cada vez mais tacanho... Muito se vê por aí. Acho que não são tão necessárias como a sociedade nos faz crer... O ser humano deveria cultivar a capacidade saudável de aprender por si mesmo: a maturidade. Hoje a papinha está toda feita, para miúdos e graúdos, e o crescimento é lento ou nunca se dá.
    Os "adultos" de hoje reportam-me àquela fruta exteriormente bastante apetecível, mas à menor trinca sai de lá uma grande lagarta, negra e viscosa... Bleargh!

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  6. Obrigado, Mak.

    As minhas entranhas ainda pulsam de identificação com estas palavras.

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  7. Nota do Redactor: Isto não foi um manifesto a favor da anarquia. Como é óbvio, viver em sociedade implica regras e o cumprimento das mesmas. No entanto, a meu ver a maturidade garante a compreensão das coisas como elas são, o "ser adulto" é um input de seriedade, sobriedade e"descoloração" que vai muito para além disso.
    É uma norma padronizada, subentendida por muita gente de uma forma dogmática. E isso, meus amigos, é o que se chama no Brasil "cortar no barato".

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  8. Só falta o : ...E viveram felizes para sempre na Terra do Nunca...

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  9. Mak, eu que trabalho num local super formal, onde a média de idades ultrapassa os 60 anos adultos, se não contar anedotas e piaduchas em reuniões importantes não consigo aguentar isto...passo por tonta maluca mas quero lá saber! Como compreendo este post...

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  10. eu tenho 16 anos mas tenho cerebro de 20

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