23.12.08

Bolas de Natal



Por estes dias, entre declarações anti-consumismo de Natal, intervaladas com corridas às escondidas para comprar prendas para mim, disfarçadas de prendas para os outros, ainda tiveram a lata de me obrigar a trabalhar.
Se é verdade que isso me retira algum tempo para iluminar o vosso mundo sombrio, tal não quer dizer que não esteja atento ao que se passa. Vai daí, aproveito a altura para deixar aqui os meus “Bolas de Natal”

- Bolas que já não posso ouvir a palavra “crise”. No noticiário de ontem na RTP, a palavra crise foi proferida cerca de 259 vezes. Da crise de fígado, ao Pai Natal em crise, passando pela crise de imaginação, parece que tudo o que acontece no mundo deriva de uma crise. Incluindo este post.
- Bolas que o “Australia” do Baz Luhrmann é uma bela de uma banhada. Já o vi em ecrã cinematográfico e entre a intragável Nicole Kidman (sim, é azedume pessoal) e um argumento nos antípodas da coerência e da qualidade, salva-se muito pouco. Talvez só um momento Fá para as senhoras com o Hugh Jackman e um ou outro apontamento de fotografia e humor ocasional. De resto, podem voltar todos para o Moulin Rouge que não se perde muito.
- Bolas para as lembrancinhas. Se não vão comprar uma coisa original (não confundir com cara) ou, no mínimo, interessante, não comprem nada. Já vi tanta gente a comprar livros do cócó que pensei que o papel higiénico nos hipermercados estava esgotado.
- Bolas, para as refeições intermináveis, por isso fujam da mesa, se não têm fome. Nunca se viu gente gorda em campos de concentração, por isso os almoços/jantares de Natal não são prisões e essa desculpa é batida.
- Bolas para as prendas para a última hora. Em vez de gastarem tempo e dinheiro nas mesmas, invistam antes nas desculpas de última hora. Alguns dos meus melhores momentos natalícios surgiram com belas desculpas inventadas à última hora.
- Bolas, que a rede de mupis da Intimissimi goleava a da Triumph e aqui não pesa só o facto de eu achar que a Claudia Vieira é um saleiro com bom aspecto, mas com muito pouco sal lá dentro.

E, finalmente, bolas para quem anda obcecado com os planos da passagem de ano e sente a obrigatoriedade de festejar algo à pressão. Obrigação e diversão juntas são actividades que não combinam lá muito bem, parece-me a mim.

Bem, vou ali enfardar umas rabanadas de vento, enquanto penso como vou convencer algumas pessoas de que eu é que sou uma rica prenda para este Natal.

George Benson – Breezin (para aquele lounge old school de Natal)

9 comentários:

  1. Bolas, que estás coberto de razão!
    Bjnhs
    T

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  2. Bolas que tens piada.
    Obrigadinha pelo aviso em relação ao "Austrália".

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  3. Eu também acho que sou uma boa prenda... Bolas!

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  4. Bolas, Bolas! Por falar em bolas as da minha árvore de Natal são do Noghtmare Before Christmas, todas pretas e cheias de bonecos do Tim Burton. Um Must!

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Mas tu tens uma árvore de Natal ou um cipreste?

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  7. Ora Bolas, não é que fui uma grande apreciadora da bela banhada que foi o australia... ?! E muito. E nada teve a ver com o Hugh Jackman

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  8. Ora bolas...não é "prendas", é "presentes"...
    (não sei porquê, até nem dá jeito nenhum dizer)

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