20.11.08

Tragédia Queirosiana

Até agora, o conceito de tragédia queirosiana aplicava-se maioritariamente à obra referente à Rua das Flores. Hoje em dia, a expressão é extensível a cada jogo da selecção nacional, o que até seria positivo se a coisa incentivasse ao gosto pela literatura nacional.
Embora isso seja pouco previsível, da maneira que isto corre, para muita gente poderá causar menos sofrimento ler durante 90 minutos a ver um joguinho do grupo de jogadores que alinha num conjunto chamado Portugal.

É o que dá terem ido buscar um senhor que faz parte do bando dos ex-bigodes. Para mim, gajo que tenha usado bigode e por outros motivos que não legais o tenha deixado de usar, é sempre de suspeitar. Ou se é homem e se usa bigode contra tudo e todos ou se é um rato (como eu) e nunca se usa bigode. Ficar a meio caminho é coisa que não lembra ao demo. Vide exemplos: Artur Jorge, António Oliveira, Humberto Coelho e Carlos Queiroz.
Só o Scolari, com os defeitos todos que possa ter, se manteve fiel e inclusive reforçou o estatuto com adjunto de bigode.

Tenho amigos que ainda têm a crença que isto é apenas um mau começo e o futuro será risonho. Também tenho amigos que acreditam que o mundo vai acabar em 2012 e outros que acreditam que o Governo nos põe coisas na água. Por aí se vê o que eu confio nos meus amigos.

Em honra da banhada dos 6-2, fica este magnífico tema de Jorge Ben Jor, em que se pode adicionar a palavra Golos no fim da frase – Chove Chuva

2 comentários:

Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.