13.10.08

A tontura do sono



É preciso ter confiança para, logo a abrir, afirmar que este é um dos posts mais originais de sempre. Aliás, nem precisaria de escrever mais do que isto, para que tal fosse verdade. Especialmente se tivermos em conta que não abundam posts meus publicados às 4 da manhã da madrugada de Domingo para segunda, horário de Portugal Continental e arredores.

Mas ouve lá, clamam vocês que vêem em loop a gravação do Programa da Lucy, tu és anormal ou fazes-te? Um pouco de ambos, posso tranquilizar-vos. Na verdade, de bom grado teria o meu pijama do Noddy vestido e cavalgaria no Vale dos Sonhos num pónei branco, acompanhado por encaloradas miúdas de Leste e pelo Jaime Gama. No entanto, o meu trabalho de ter ideias para salvar o mundo não tem horas, mesmo que a salvação tenha neste caso a forma de um aumento de vendas num determinado produto.

Bela trampa ó choninhas, interrompem de novo vocês, ignorando o facto de que eu só posso considerar as vossas observações depois de publicar o post, tornando infrutífero o vosso esforço. Mas sim, é de facto uma trampa, embora experiências como estas sirvam para provar o quão sobrevalorizado é o sono. Pois se eu consigo estar aqui, já muito perto das cinco da manhã, sem recurso a substâncias ilícitas a debitar palavras com mais de 4 sílabas e graçolas de palmo e meio, então é fácil perceber como é que houve malta a resistir durante muito tempo à tortura do sono.

É certo que no tempo da Inquisição e afins ainda não havia a programação televisiva da madrugada, mas há que não fazer desmerecer o valor.

E agora, vou ali acordar um colega, que adormeceu com a cara no teclado e aquele bip irritante incomoda-me.

Depeche Mode, Waiting for the night
(Atente-se ao luxo que é o novo interface musical)

1 comentário:

  1. Conheço um rapaz que não conseguia dormir. Foi-se a ver e sofria da tiróide.

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