
Depois de algum tempo em reclusão, milhares de restaurantes celebraram hoje, com pequenos almoços de carapaus assados com batatas cozidas, o regresso às lides por parte dos galheteiros após anúncio nesse sentido por parte do Ministério da Agricultura.
Tolerante que sempre fui em relação à promiscuidade do galheteiro, tive oportunidade de entrevistar um deles que se dirigia com ar pouco avinagrado para o seu novo local de trabalho, numa série de entrevistas que estou a fazer com objectos inanimados mas, ainda assim, faladores:
Mak - Então meu granda galheteiro, que tal é sair do armário?
Galheteiro - É bom saber que, ao contrário de nós, este assunto nunca saiu de cima da mesa. É uma vitória clara dos direitos dos galheteiros por esse país fora.
Mak - Pois é. Mas e a pouca higiene faz parte do passado ou a badalhoquice dessa relação entre azeite, vinagre e recargas a martelo continua?
Galheteiro (já um pouco com os azeites) - Ouve lá, mas isso é um mito, construído por essas garrafinhas metrossexuais que tudo fizeram para nos tirar o lugar. É certo que temos vários parceiros e marcas de recarga, mas temos também a nossa tradição e agora a ASAE para garantir que tudo o que se passa é legal. E mais, podia contar-te aqui muita história porca que sei entre essas garrafinhas, ditas "invioláveis", e os donos dos restaurantes, passadas nas traseiras dos mesmos.
Mak - Jovem galheteiro, se eu quisesse novelas oleosas via mais a TVI ou a SIC. E diz-me lá, apesar das dificuldades que passaste, só a servir em casas, surges agora mais moderno e rejuvenescido?
Galheteiro - Sem dúvida, enquanto estivemos a trabalhar em casa e a receber o subsídio de desemprego, coisa que muitos dos nossos empregadores nos disseram ser prática comum, acompanhámos a moda. Lá vamos ao Ikea comprar uns trapinhos a preço acessível ou até, de quando em vez, fazer uma loucura e ir a uma dessas lojas de Design com nome de um gajo italiano de quem nunca ninguém ouviu falar. Estamos modernos sim senhor e vamos dar um novo look a qualquer tasco em Portugal.
Mak – Isso parece-me uma galheteirice das grandes…
Galheteiro – Com essa conversa, vê-se mesmo que deves daquelas garrafinhas modernas de azeite e outra tipo vinagre balsâmico lá em casa. E o galheteiro sou eu…
Mak – Ok, acabou-se o teu tempo de antena, volta lá a servir de encosto para ementa, que é para isso que tu serves.
Galheteiro – Sim, sim, quando quiseres molhar o pãozinho depois vens falar comigo…
Kool&The Gang - Fresh
17.10.08
O galheteiro sai do armário
Rasgo alucinado de
Sérgio Mak
at
10:51
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Mak - Molhar o pãozinho, eu?! Vê lá se não queres levar uma galheta!
ResponderEliminarGalheteiro - O melhor é acalmares-te que ainda me salta a tampa...
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarMak- Podes untar a minha azeitona?
ResponderEliminarGalheteiro- Tarda nada arranco-te o caroço á chapada!
Ihihihihihh.
Bjs
Os vossos trocadilhos são doentios, curem-se pá!!
ResponderEliminarMak: eia... viste aquilo?
ResponderEliminarGalheteiro: Se vi, nagre.
God...
Salvem o belo do queijinho da serra!!
ResponderEliminarp.s.: Adorei a "musiquinha"!
ResponderEliminarAcho mal não terem deixado o Galheteiro contar as histórias das recargas nas gfs invioláveis nas traseiras dos restaurantes. Afinal estão a esconder o quê ???
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