8.9.08

A verdadeira treta da Verdadeira Treta

Enquanto as horas para o final da votação expiram, urge em mim a vontade de vos falar sobre algumas das iniciativas que ocuparam o meu fim de semana, excluindo obviamente a rasteira passada a um idoso incauto no Pingo Doce.

Para começar, já que o ambiente estava um bocado morto, porque não ir ver um filme a condizer – Diary of the Dead, do ícone George A. Romero. É de louvar a capacidade de adaptar à actualidade (ao longo de 30 anos) a temática dos filme de zombies, que normalmente não vai muito além de gente invulgarmente lenta e invulgarmente morta a perseguir gente invulgarmente estúpida.

Mas, se é um facto que saí do S.Jorge com a clara vontade de não querer comer nada mal passado nos próximos 50 anos, a verdade é que a noite de Domingo trouxe um novo pitéu artístico – o “ensaio geral” da Verdadeira Treta, ou Zézé e Toni strike again. Antes de mais, uma nota – gosto de humor, de muitos trabalhos dos dois artistas, tanto em conjunto como separados, incluindo até outras Tretas. Talvez por isso me custe ver um filão tão explorado até à exaustão e só por fazer uma frase com tanto “ão” já podem avaliar o meu desânimo. Haverá sempre gente a rir de início ao fim, mas também é certo que “Os malucos do riso” são campeões de audiência, o que não abona muito em favor do riso fácil...

O meu problema é ver bons humoristas remetidos a um formato cómodo, de fórmula repetida, em que é mais do mesmo e durante tempo a mais. Há nos diálogos bons apontamentos, mas pouco há que não tivesse já sido visto noutras Tretas. Zézé e Toni estão velhos e precisavam de algo mais do que um lifting de temas para continuarem a fazer sentido. Assim é só garantir um sucesso de blheteira, que ajuda a pagar as contas é verdade, mas também deixa algum vazio em quem quer algo mais do que ver comédia estilo mortos-vivos.

Mas, não vão por mim, dêem lá um saltinho e tirem as vossas conclusões. Se for eu que sou esquisitinho, não perderam nada, se concordarem comigo, pelo menos no Casino de Lisboa ainda podem tentar recuperar o dinheiro do bilhete.

3 comentários:

  1. Eu não vou! Fui ao Rock In Rio e chega (eu sei, não tem nada a ver).

    Agora, vou ali votar...

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  2. Já pensaste em escrever para eles...? Acho que não se íam arrepender...e treta por treta prefiro a tua (e que por enquanto é de borla...)!

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  3. é mesmo isso e já se notou no filme, que tem algumas cenas bastante boas mas não foi nada que justificasse o sucesso que teve. se eu fosse engenheiro de materiais diria que é uma estrutura que apresenta sinais de fadiga.

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Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.