15.9.08

A ovelha da família negra

Este filme, que tive a oportunidade de ver ontem, tem um retrato de família bem negro. Aliás, se andam com vontade de matar um parente (ou vários, em fascículos), das duas uma - ou recomendo que o vejam para ganhar coragem ou aconselho a que não o vejam e escolham antes o Wall-E para tentar povoar o vosso imaginário de ideias fofas.

A questão da família sempre foi para mim a prova de que existe uma inteligência superior que nos observa e se gosta de divertir às nossas custas. Porque, como toda a gente sabe, tirando a mulher/marido, a família não se escolhe. E, isso é brincar com a malta.

É certo que para muitos a família é um farol na vida, que apoia nos momentos em que tal é preciso, que dá conselhos válidos, que nunca falha, etc e tal. Para outros, continuando no campo de metáfora marítima, é uma âncora atada às pernas, que nos arrasta para o fundo do mar, com problemas e situações que não toleraríamos em qualquer outro caso se - "Não fizesse parte da família"...

A média deveria andar num número equilibrado entre parentes que nos fazem valorizar a família e parentes que nos fazem valorizar a existência de drogas letais. Mas, como disse, não podemos escolher e, se é certo que há famílias que têm muito orgulho em poder apontar a sua ovelha negra, há muita ovelha que suspira ao pensar na família negra que tem para aturar.

Já que a leis do livre arbítrio não são aceites de base nesta matéria sugiro que se crie, ao estilo dos animais para adoptar, uma espécie de Lares de Adopção para familiares, onde não só se pode deixar aquele Tio que claramente não presta ou a Prima à qual só faltam chifres para ser considerada zoologicamente uma cabra e, quem sabe, trazer um avózinha em 2a mão em relativo bom estado e que saiba fazer bolo de chocolate.

Dessa forma, talvez o que se passa neste filme não pareça poder ser tremendamente real...

1 comentário:

  1. O filme é realmente brilhante. Daqueles que ficam a remoer uns dias...

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