4.9.08

Mak, the Economist – tão certo como 2+2 = 4


É engraçado como os números às vezes falam melhor do que as palavras. Neste caso, ainda eu não escrevi e já os números da sondagem (que vale, o que vale como diz qualquer político) falam a meu favor.

O que poderia ser estranho, um gajo com formação em fórmulas e números a escrever baboseiras como se não houvesse amanhã, acaba por ter uma explicação plausível. O meu pai é um homem ligado claramente à área do cálculo e da matemática, já a minha mãe sempre foi boa em letras, como tal é perfeitamente natural que o filho de ambos seja bom a dar música. É que a Economia, ao contrário do que pensa a malta que foge a sete pés da Matemática como se ela fosse a programação da TVI, não é apenas números e cálculos, é sim interpretá-los e dar-lhes o enquadramento certo. Sendo eu capaz de fazer isso, escrever alarvidades em torno seja do que for é a coisa mais simples do mundo.

Sempre gostei de escrever, mas na faculdade não incentivam a aplicação do humor às teorias económicas, com raras exceepções. O que acaba por ser irónico, já que em Portugal muitas vezes a Economia é o pão nosso de cada dia para muitos humoristas. Agora que trabalho, ou pelo menos disfarço bem, tenho outra disponibilidade. Especialmente depois de ter acordado para a vida e ter descoberto que o futuro se chama Gestão. Ser gestor, desde que não seja de um bar de alterne (e até aí há muito a gerir e com lucro), é como entrar numa fraternidade, onde números, balanços e outras ferramentas como o “reporting” (se não usasse um termo em inglês ninguém ia acreditar em mim) funcionam como uma muralha, atrás da qual muita gente esconde a sua incompetência em termos de gestão. Como é óbvio, não me incluo no grupo, tirando às 5as.

A verdade é que não formei a minha empresa aos 18 anos e não sou milionário. Para ser franco não abri nenhuma empresa, mas também não uso 38 apelidos e 10 parentes como cartão de visita profissional. No entanto, sim, já consegui entrevistas de trabalho graças à contactos de conhecidos (mas atenção, em economia e gestão, às vezes nem nos números se pode confiar), mas se não fosse bom (vá lá, razoável) no que faço não tinha passado da porta de entrada.
Este blog tem alguma coisa a ver com o que eu faço? Tem tudo e tem nada. Tudo porque a vida das pessoas, quer se queira quer não, é feita através de números, probabilidades e análises e eu, de forma pouco respeitável, tenho aqui um espaço para fazer os meus relatórios. Não tem nada a ver, porque nalgumas esferas da economia/gestão o ambiente tradicional de trabalho ainda é tido como sério e respeitável e confunde-se bom humor com falta de profissionalismo. Tirando na hora de receber o ordenado, obviamente.

Posto isto, o balanço final para mim é claro. Os números vão falar por mim e, contra isso, os outros impostores não vão poder fazer nada.

9 comentários:

  1. Olha, isto está a ser muito divertido, mas depois deste joguinho danado de giro, tu vais dizer qual é a resposta certa, né?:)

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  2. Eu sou, fora do campo profissional, um tipo democrático. Vou ser aquilo que maioria quiser....

    Isto se não me der um acesso de tirania :D

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  3. Não, mas a sério, alguém tem dúvidas? :)

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  4. Confesso que fui uma das 9 q votei em Economista e explico porquê. achei que devias ter um trabalho bem aborrecido, tipo bancário, contabilista, consultor financeiro qqr coisa assim (sem qqr desprimor para estas profissões - sou filha de 2 bancários e irmã de consultora/contabilista/gestora/econimsta) e que usavas este blog para explorar o teu alter ego mais criativo e dar largas à tua veia de escritor (logo, ao teu lado materno).
    Espero que não sejas da área de jornalismo que para escolhas mal feitas já chego eu ;-)

    E já agora, de onde surgiu este passatempo, foi inspirado no novo concurso do Malato?

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  5. Jogo Duplo para mim só contava se um deles fosse espancar o Malato e o outro responder a perguntas de cultura geral...

    Este "jogo" / experiência nasce do facto da Net colocar as pessoas em contacto umas com as outras e dar origem a outros modelos de relações sociais. Só que, muitas vezes não sabemos bem quem são os nossos interlocutores. Como tal, sendo eu um tipo ligeiramente apalermado, queria ver se conseguia ser convincente a misturar aquilo que não sou, com aquilo que sou...

    Não que isto tenha alguma relevância científica...

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  6. Bem, se fosses economista ou gestor nunca ias pôr como hipótese "um barra o outro"... aquilo é gente que não gosta de ser confundida e pensa que faz coisas mto diferentes...

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  7. Minha cara, a profissão economista por si só é muito vaga. Normalmente a formação de economista é aplicada em várias áreas empresariais, etc. No meu caso, essa área é a de gestão...

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  8. Quer dizer que a minoria de eleitos que votar acertadamente vai ter de se contentar com o resultado fictício escolhido da maioria ingénua?
    Isto de votar é sempre ingrato, mas enfim, é dever cívico...

    Nem vou esperar pela totalidade. 4ª Opção.

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  9. Pois, eu já votei há muito, e não é à toa que sou colega de blog do Tempus, pois que votámos no mesmo.

    Com este efectivamente não me compras, mas já estou a ver que quer queira quer não lá vou ter que comprar à força da democracia...

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