Para além do discurso de Cavaco Silva, nestas férias tive a oportunidade de observar outro facto realmente perturbante. Ao que parece, de algum tempo para cá, uma daquelas marcas modernas que veio substituir o Brize Alfazema, esse fiel sentinela que tanta gente salvou de odores maléficos que insistem em perturbar a paz dos WC’s.
De facto, para quem nunca acreditou no poder de um simples fósforo, uma golfada de alfazema (ou, vá lá, uma Brisa Marinha) era a salvação perfeita. Que se pode pedir mais depois de uma sensação de alívio, do que poder fechar os olhos no WC e sentir que estamos que estamos num bosque ou numa qualquer praia, mas sem as preocupações de sermos mordidos ou picados pela fauna e flora local. No entanto, tudo isto faz parte do passado.
Nos dias que correm vejo anúncios na TV onde arrogantes pinguins, macacos e até elefantes simulam hábitos humanos tocando piano, jogando cartas e dizendo as maiores barbaridades, clamando seres os detentores do segredo do bom cheiro de uma casa e do seu último reduto, o WC. Para além do absurdo que é ter de levar lições de moral de bicharada que nem nos seus melhores dias se digna a usar papel higiénico, mata-se a segurança que uma simples latinha de spray proporcionava, a troco de uma percentagem insignificante da camada do ozono.
Hoje em dia, quem se atreverá a inundar o seu WC de alfazema sem correr o risco de ser espezinhado pela ideia de um elefante à rasquinha depois de um caril indiano ou de uma macaca a tratar da sua higiene íntima no bidé. Pois é, e depois dizem que em Agosto não surgem temas interessantes.
Eu, por mim vou contentar-me com fósforos e deixar a bicharada no sítio que é suposto lá em casa. No National Geographic e a escrever textos para o blog pois claro.
Sounds of the jungle - Tarzan Boy
4.8.08
Desculpe, viu um elefante entrar no meu WC?
Rasgo alucinado de
Sérgio Mak
at
18:25
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Isso comigo não pega... Tive o previlégio de visitar o jardim zoológico na mais tenra idade e ter tido uma certa perspectiva do hipopótamo a "mandar o barro à lage". Não há como voltar atras de uma coisa destas!
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