19.5.08

Vinho eu, vinho eu…

Regressei agora de uma palestra formativa onde descobri que existem cada vez mais maneiras inovadoras de sacar informações às pessoas para as vender às empresas que, por sua vez, as usam para vender de tudo às pessoas (notam aqui um padrão?). No entanto, no meio de tanta técnica valiosa e metodologia futurista, houve algo que me pareceu destoar do cenário.

Não é que o ilustre orador avança com uma suposta “inovação” em que, por exemplo, uma garrafa de vinho num dado lugar interage com a pessoa que passa por ela, iniciando uma comunicação entre ambas. Se é certo que o propósito comercial da coisa possa ser recente, há muito que o diálogo entre os homens e as garrafas de vinho acontece, por vezes com consequências gravosas para os primeiros.

Quantas vezes não houve já quem chegasse a casa a horas tardias da madrugada, justificando o seu estado lastimoso à sua cara metade com “Eu vinha directo para casa, mas duas garrafas meteram conversa comigo e eu, sem saber bem como, acabei neste lindo estado”. Ou quantas relações homem-garrafa de vinho não acabaram já por falta de diálogo, deixando um vazio no homem que o obriga a contratar os serviços de uma bebida de leste.

Por isso meus amigos, não me venham com teorias. Modernidade tudo bem, garrafas de vinho que falam com a malta, isso é chão que já deu uvas…

Som de qualidade, naturalmente – Nat King Cole, Nature Boy

11 comentários:

  1. O mais provável é que o dito orador mantivesse uma relação de longo prazo com várias garrafas de vinho, umas brancas, outras mais morenas, e até umas verdes, de Marte...;)

    ResponderEliminar
  2. mais uma vez a tendência extraordinária dos publicitários de constatar o óbvio...

    ResponderEliminar
  3. escumalha do pior sem dúvida...

    ResponderEliminar
  4. Foi numa destas situações que o optometrista bebeu até cair e inventou os óculos fundo de garrafa.

    ResponderEliminar
  5. Só conhecia o bêbado que abriu a sapataria "Bota abaixo".

    ResponderEliminar
  6. Um post de saltar a rolha, sem dúvida. (ficaria melhor se eu tivesse dito "de saltar o pipo", mas uma vez que não te referiste a barris...)

    ResponderEliminar
  7. Isso é como aquela anedota dos bebâdos.

    Bebâdo 1: Eu tenho lá em casa um cão que diz: Papá! Mamã...

    Bebâdo2: Grande coisa! Eu tenho lá em casa um garrafão que diz Vinho do Cartaxo!

    ResponderEliminar
  8. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  9. pepper,

    Se há um cão que diz "papá e mamã"... o diálogo deveria terminar com "Grande coisa! Eu tenho lá em casa uma garrafa que diz Gatão!"

    ResponderEliminar
  10. Ao menino e ao borracho...Põe Deus a mão por baixo!!!!

    ResponderEliminar

Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.