21.4.08

Match Poingggg

Acartasses tu baldes de cimento, a ver se desistias meu madraço

Dando por findo o meu périplo tenístico, conclui que os responsáveis do Estoril Open fizeram um pacto com o Diabo. Só isso explica a sorte que tiveram, pois numa semana em que tanto choveu, só a espaços tiveram de interromper jogos e foi tudo certinho até à final. Até, digo bem...
Só que o Diabo às vezes gosta de fazer cobranças rápidas e toca de estragar logo a final, tornando Davydenko no primeiro ucraniano em Portugal que se recusa a trabalhar. Tudo bem, o rapaz lesionou-se e desistiu quando ainda estava tudo em aberto. O facto do torneio de Monte Carlo estar aí à porta também não deve ter pesado nada.

Estranhei que a maior parte do público tivesse ficado mais chateada com a presença do Ministro da Economia na cerimónia de encerramento do que com o facto de só ter visto meio jogo. Quando senti o cheiro a croquete quente vindo da tenda Vip, percebi que estavam com pressa…

No entanto o speaker/entrevistador de jogadores, que o João Lagos deve ter salvo de uma carreira no Karaoke, era o gajo que merecia a maior vaia da tarde. Uma mistura de servilismo perante o prazenteiro nº1 do mundo Roger Federer (o qual tratou a dada altura por Rogers), um humor manhoso e um enviezamento de perguntas que meteu quase tanto dó como a tentativa de convencer o suiço a emborcar o distinto champanhe das Caves Aliança.

Exemplo:
Pergunta: Roger, acha que o Estoril Open seria melhor se tivesse um estádio maior e que fosse permanente?
Resposta totalmente inesperada e pouco previsível: Sim

Logicamente, esta resposta foi usada como ferramenta de pressão em todas as notícias publicadas. Não está mal pensado, mas é como perguntar a um jardineiro se gostava de ver jardins maiores…

A terminar, confesso que menti quanto à maior vaia da tarde. A título pessoal iria dedicá-la às duas aventesmas sentadas na fila atrás de mim. Depois de ter ficado a saber quase tudo sobre a sua vida pessoal e profissional durante a final feminina, vê-las a protestar iradas com dois jovens que passaram à sua frente durante a final masculina com frases como “É uma falta de respeito. Não têm educação” foi quase tão degradante como vê-las a explicar o que fariam ao Rogers se ele fosse com elas para casa.

Pontos positivos – Tentando lixar a vida a esta senhora ao meu lado esquerdo na final, mascando pastilha de boca aberta ruidosamente o tempo todo e ver que o Benfica e o Sporting arranjam sempre maneira de lixar mais pessoas do que quem foi ao Jamor e queria mais.

Something for the quitters – Boy George, Crying Game

3 comentários:

  1. Mak
    - Como conheceste a Cuga e não eu? Ainda vos tentei perguntar onde iriam ficar mas sem resposta...(se bem que isto de ser bloguista implica anonimato)
    - Eu fiquei no Sector 5, fila O. Não fosse ainda ter visto o jogo das meninas (interrompido pela chuva, é certo) e pedia o dinheiro de volta. Sim, porque fui uma otária e comprei bilhete para a final, não fosse o diabo...
    - Consegui ver a final masculina sem grandes sobressaltos, não fossem uns "murcões" a ler o jornal e a comentar os classificados como "gaja podre de boa, com mamas de silicone, procura gajo para o que é que é"
    - Finalmente, um ponto negativo: o joão lagos mete mesmo muita água. E não foi pela chuva abundante. Numa final feminina, onde ele ainda por cima vai receber um prémio internacional pelos 10 anos do torneio feminino, o sr. nem sequer assiste ao jogo (era a hora de almoço, eu sei...)

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  2. Com que então desta vez optaste por enchidos... Mak, acho que, assim como assim, os queques teriam sido melhor opção. :)

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  3. Então mas toda a gente sabe que 80% das mulheres que vão ao Estoril Open não percebem nem se interessam por ténis! Querem é ir ver as vistas!

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