29.4.08

Filosofia de Mak, capítulo III – O síndrome cebola

Tendo a desconfiar de gente que insiste em manter capas de plástico e afins em tudo, da película do visor do telemóvel aos sofás, para além de um período extra-protector normal para coisas novas, que estimo em cerca de duas semanas.
Fazem-me sempre pensar que são aquele tipo de pessoas que fazem a conta do que vão gastar num restaurante antes de começarem sequer a comer, que interrompem uma sessão de amor caliente para ir buscar algo como uma toalhinha turca, não se vá sujar o edredon e que têm um serviço de loiça premium para as visitas especiais, que muitas vezes não é usado durante uma vida inteira.

A todos os familiares, amigos e outros que possa ter ofendido com esta dissertação, deixo três palavrinhas: Estavam a pedi-las.

Envolvido em celofane - Radiohead, Fake Plastic Trees

14 comentários:

  1. Mak hoje estás magnânimo... Período de duas semanas?!?!
    Mais de duas horas e não se fala mais nisso. A não ser que alguma das pessoas que as estava a pedir tenha um Dexter escondido, então aí tudo bem, tem uma boa desculpa.

    ResponderEliminar
  2. Adorei o post!

    O meu irmão mais velho é uma dessas aves raras.

    Quando era puto até lambia a almoçadeira para as pingas do Nesquik não escorrem para fora.

    LOLLOLOLOLOLOLOLL

    ResponderEliminar
  3. @ Cuga - Epá, duas semanas no máximo. E tem de haver atenuantes do género Vírus do Ébola ou parentes incontinentes, isto no caso dos sofás.

    @ red woman - Usar o termo almoçadeira num blog como este é pisar terrenos perigosos...

    ResponderEliminar
  4. Confesso!!!

    Sou uma freak das películas do telemóvel!! Mas fico-me por aí.
    Há uma explicação razoável (acho eu!): trabalho numa selva urbana e sou a pessoa mais "mãos de aranha" que conheço, durante um ano vivi com um risco medonho no ecrã de um telemóvel, que me bloqueava a visibilidade dos conteúdos por ter raspado num parafuso, desde então a película do ecrã só sai quando já mete nojo! Obrigado, sinto-me aliviada pela confissão :)

    ResponderEliminar
  5. Há lá necessidade de estragar um edredon novinho em folha...;)

    ResponderEliminar
  6. hei pá! também acho. Edredons não há muitos, há que os estimar...

    ResponderEliminar
  7. Utilizar edredons ainda embalados??? Mas como é que isso é possível? só o barulho que isso deve fazer... não me parece... Isso já roça a COD (compulsive obsessive desorder)

    ResponderEliminar
  8. Agora que falas nisso! Esqueci-me por completo, ainda nem sequer retirei aquela capinha de borracha desde que estive ontem com a Ofélia...

    ResponderEliminar
  9. Nota do Tradutor - O episódio do edredon não se refere ao facto do mesmo estar plastificado. Neste caso, o autor tentou revelar o contrasenso que é a preocupação extrema com algo que não faz sentido, dada a situação relatada.

    @ Sff - Capinha de borracha? Ofélia? Não te esqueças é de pôr o chapelinho qd andas ao Sol, senão dá nisso...

    ResponderEliminar
  10. Bom...ou és ignorado, ou pode acontecer algum dos 3 cenários
    - no próximo jantar de família, quando usarem o serviço, a ti emprestatam-te o caco do cão
    - em termos de edredon, quiçá te aterre um edredon reguardado como prenda de anos ou uma mantinha extra para o sofá
    - relativamente ao restaurante, a partir de agora pagas tu a conta (recomendo a Casa da Comida, nas Amoreiras)
    (telemovel, nada a dizer)

    ResponderEliminar
  11. Mak faltou aí o comando da televisão enrrolado em plástico pra completar o ramalhete...

    ResponderEliminar
  12. Mas enrolado com 2 Rs? :)
    Deve ser com duas voltas de papel aderente! :)

    ResponderEliminar
  13. Mak, não sejas extra-sensitive, por favor!

    ResponderEliminar
  14. Não me piquei minimamente. Serei normal?

    ResponderEliminar

Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.