12.3.08

Sei o que fizeste ao cabelo no teu passado



Nos intervalos da minha actividade profissional, que chegam por vezes às 8 horas diárias, sou um ávido compilador de estatísticas inúteis. Sendo esse um hobbie que combino facilmente com raciocínios idiotas, não foi difícil chegar à temática deste post.

Com o apoio do Gabinete Técnico de Sondagens da Universidade de Badmington, posso afirmar com alguma prepotência que, na franja da população feminina entre os 26 e os 30 e poucos anos de idade (ligeiras variações), cerca de 8 em 10 mulheres fizerem, entre os seus 12 e 16 anos, uma horripilante permanente, que as transformou durante algum tempo numa espécie de cruzamento entre um caniche e uma Mariah Carey pré recauchutagem.

Rompendo tabus e explorando territórios proibidos, este estudo concluiu que não é algo de que se orgulhem, nalguns casos há indícios de abuso de dicas por parte das mães, ou excesso de consumo de gomas, revistas Bravo e afins. Existem algumas que possuem álbuns fotográficos com zonas secretas onde ocultam as provas desse erro e outras vivem ainda com o temor de que o Carlitos, garboso e promissor moço com que namoraram no 8º ano e agora talhante, ponha na Internet aquela foto tirada nos Pasteis de Belém, em que o bocado de massa nos dentes é ofuscado pelo penteado “a la Slash”.

As razões para a fatídica permanente divergem, o grau catastrófico da mesma também, mas o facto é que ela existiu e haverá certamente quem ao ler estas linhas core vergonhosamente com essa lembrança. A modernidade dos cortes no Bairro Alto e noutros sítios trendy por aí espalhados há muito que serve como antídoto para essa imagem, que possivelmente causou danos mais duradouros no interior da cabeça do que no exterior.

Nada temam, o protocolo com a Univ. de Badmington obriga-me ao sigilo sobre a identidade de todas aquelas que confirmaram o seu sofrimento às mãos da “Permanente”. No entanto, pelo enriquecimento do espólio desta instituição pública e do meu divertimento privado, estamos abertos à recepção de provas fotográficas.

Quanto a mim, nada temo, abençoado que fui na minha juventude com farfalhudos caracóis que faziam do Marco Paulo clássico um menino de coro. O meu destino ficou aí traçado e, felizmente, não foi com risco ao meio.

Back to the basics - Tracy Chapman - Baby can i hold you tonight (slow que levou ao sufocamento de muito jovem incauto, afogado numa permanente não vigiada).

8 comentários:

  1. Mak - E não esquecer que muitas delas hoje em dia ainda o fazem, mesmo já não tendo 12 e 16 anos...:) Os cabeleireiros são o cúmulo da originalidade feminina: é a situação em que gastam uma batelada de dinheiro para em 94% dos casos sairem de lá pior do que entraram..:)

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  2. ainda bem que já não é Carnaval!

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  3. AHAHAH (só pelo título)

    Agora vou tentar ler o texto.

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  4. Eu sempre fui fã do cabelo liso escorrido na cabeça de uma gaja, ou do singelo rabo de cavalo.

    Qual permanente qual carapuça.

    Um gajo depois não pode tocar-lhes na trunfa que afinam logo.

    Durante a minha juventude, se quisesse punha os Beatles arrumados a canto.

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  5. A permanente está para a adolescência como a "tigela" está para a infância...

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  6. lollllll!! gostei do comentário do Se faz favor eheh :) pois é, eu, como mulher nos meus 30... eu me confesso... sim, eu tive permanente... mas a permanente não andava sozinha!!!! óbvio que qualquer adolescente de 14 anos, e fã dos New Kids On the Block, fazia acompanhar os magníficos (err..ou não) caracois com uma franja abundante e a "pala" ahahaha!!!! lolll do melhor... fotos fantásticas... com muita pena minha (eheheh) que na altura não havia câmaras digitais, por isso nao vos posso enviar uma foto do meu look de há 15 anos atrás... ;)

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  7. Não permanentes comigo não. Nessa altura estava mais preocupada com o meu buço que cresceu de um dia para o outro, durante a noite, portanto. E como então era fã dos Bros resolvi que um lenço no joelho, por cima das calças de ganga desviaria as atenções do pelinho. Creio que tive o discernimento de não querer atenções demasiadas ao rosto.

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