20.2.08

A exemplo da roda quadrada

É certo e sabido que a Humanidade é dada ao regabofe da criatividade de quando em vez. Como tudo o que sai da mente humana, umas vezes essa criatividade contribui positivamente para a evolução/bem estar da espécie ou mais especificamente do tipo que teve a ideia, outra vezes é aquilo que alguns definem como “não tem ponta por onde se lhe pegue”.
Serve esta introdução estilo darwinista para falar de um artefacto com que me tenho cruzado numa base diária. É esse artefacto uma cadeira vibratória-relaxante, sem dúvida um passo em frente para todos os calões que pretendem retirar o benefício máximo de ficar de cu sentado durante uma eternidade.
Não pondo em causa o já duvidoso valor de um artefacto desta espécie, atentem ao seguinte: esta sedutora cadeira vibratória-relaxante está no meio de um corredor de uma pseudo-mini superfície comercial (vá lá, um aglomerado de lojas). Para além disso, tem uma ranhura para inserir moedas, de forma a que um transeunte possa beneficiar de alguns minutos de relax contra pagamento.
Uma abelha Maia para os putos? Vá lá. Uma máquina de Trivial Pursuit para aqueles que se recusam a ver programas de conhecimento apresentados pelo Jorge Gabriel? Admite-se. Até um daqueles macacos que insistem em saber mais sobre nós tipo “Como te llamas?”, uma vez mais a troco de dinheiro, até isso eu concebo.
Agora, num sítio frequentado maioritariamente por idosos para os quais montanha russa ou cadeira vibratória-relaxante são sinónimos, com cerca de 10 a 20 lojas, sem qualquer privacidade, quem é que vai ser o idiota a recorrer a tão brilhante jogada comercial?
Eu diria que ninguém, mas da maneira que isto me enerva, até já estou a ponderar passar por lá hoje ao fim da tarde e descobrir o segredo que vibra por detrás da cadeira-vibratória-relaxante-no-meio-do-corredor-do-pseudo-espaço-comercial.

4 comentários:

  1. O que irão inventar a seguir? Um muda fraldas para incontinentes com mais de 35 anos? Dá vontade de assumir a identidade de uma personagem saída do Auster e ficar lá uma semana (pelo menos) desde que abre o centro até ao fecho, a ver quem experimenta, anotando tudo a lápis num caderno quadriculado! Por favor não digas onde é o centro que a tentação de fazer isto seria demasiado grande!

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  2. Estou neste momento lá sentada e tou a gostar bastante...

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