27.2.07

Domingo em folhetim (embirrei que não havia de ser em revista)

- Ouvi este blog na rádio e agradeci ao Senhor por não ter uma arma em casa. No entanto, pareceu-me ouvi-Lo chorar por não se ter lembrado de me dar uma.

- Fui correr ao Estádio Universitário e depois da corrida houve uma gaja que me deu trela. Infelizmente, tinha mais de 70 anos e, ao não controlar o seu cãozinho fez com a trampa da trela quase me arrancasse uma perna.

- Fiquei surpreendido, pela positiva, com a prestação da Ellen DeGeneres a apresentar os Óscares. A última vez que me tinha acontecido algo parecido, mas pela negativa, foi quando a Dina ganhou o Festival da Canção com aquela história do “Peguei, trinquei e meti-te na cesta...”. Neste último caso, ainda hoje tenho pesadelos com cestas de piquenique e lésbicas de ombros largos sem pescoço.

- Gosto do Prision Break, mas se isto continua assim, eu não vou querer saber onde é que o gajo tem tatuados os derradeiros planos de fuga...

- Descobri a semelhança entre parte das minhas camisas e alguns edifícios históricos de Lisboa. Os últimos são de traça antiga, as primeiras foram vítimas da mesma.

- Andar de autocarro ao domingo é mais perigoso. Apesar de haver menos trânsito e menos gente, os níveis de odor a laca e químicos similares põem em perigo a tua sobrevivência.


PS – Piada fácil de fim de Óscares: O Forest Whitaker a ganhar,, tirando Amin, não surpreendeu ninguém.

24.2.07

A tristeza de já não ir ouvir A Voz da grelha



Foi com alguma tristeza que recebi hoje a confirmação de que um dos meus sonhos de alguns anos para cá já não tem qualquer hipótese de se vir a realizar. Ainda me lembro do dia em que os meus olhos se cruzaram com uma fotografia de tal ícone, um local a que todos os amantes do trocadilho deviam prestar reverência.
Foi nesse mesmo dia que garanti a mim mesmo que havia de lá ir, apesar de certamente ir pôr a minha vida em risco ao entrar numa churrasqueira nos arredores do Barreiro. Mas, porque vou com a mesma frequência para esses lados do que aquela com que visito Kampala , fui adiando essa jornada.
Hoje, em conversa com um amigo meu recebi a triste notícia: "Esse restaurante já não existe meu amigo, ardeu". Amargurado demais para tentar perceber se ardeu literalmente ou se foi vítima de gestão danosa (sim, porque com a sua marca clientela nunca deve ter faltado), fui afogar as minhas mágoas num manjar com certeza me teria sabido mil vezes melhor, caso tivesse ido até ao malogrado estabelecimento em tempo útil.
Descansa em paz Frango Sinatra, posso nunca ter apreciado os teus acepipes, mas o teu nome continuará a cantar de galo na minha memória.

23.2.07

Vem aí o Apocalipse...ou até mesmo este blog na rádio




Depois de três dias de excesso de trabalho e abuso na privação de sono, creio ter atingido um estado de nirvana que me permite fazer futurologia com alguma segurança.

Assim, posso dizer que até amanhã, às 6 da manhã, o mundo vai acabar. É a única explicação plausível que tenho para o facto deste modesto pasquim ter sido escolhido para constar da edição deste fim de semana do O meu Blog dava um programa de rádio na Rádio Comercial.

Era assim a modos que uma forma do Senhor dizer: "Ai gostas de te armar em esperto e de botares faladura cheio de ironia? Então embrulha lá esta...".

Caso isso não aconteça, acho bem que se interroguem, porque se levar com um blog destes já é castigo, em versão de rádio é punição severa. Deve haver por aí gente que se portou de modo execrável na última encarnação...

Por isso, se gostas de sofrer, precisas de expiar pecados e não acreditas no fim do mundo, liga-te na Comercial amanhã às seis da manhã (possivelmente quando vieres a sair de um antro de pecado ou de um antro aos bocados) ou no domingo às oito da noite, quando vieres da missa.

Não vai ser bonito, não vai ser airoso, mas também, se fosse muito possivelmente não condizia contigo...

Beijos e abraços e agora tenho de ir ali à porta, parece que o Diabo já vem aí cobrar a alma que lhe vendi, em troca de uns minutitos de fama....

20.2.07

Esfolando o folião


Energúmeno que, tal como eu, tenha que trabalhar na tarde do dia de Carnaval pode considerar-se oficialmente uma espécie de cabeçudo?

19.2.07

Entre linhas

Quando oiço notícias de que numa linha onde circula um denominado Comboio da Amizade o dito cujo é atacado à bomba, não auguro nada de bom para a Linha de Sintra, onde os comboios de amistosos têm muito pouco...

18.2.07

Para quem não joga com o baralho todo



Aviso à navegação: se não percebes um boi de jogos de cartas ou pelo menos dos princípios básicos da coisa, poupa uns minutos da tua vida e vai beber um copinho de leite e comer uma torrada. Se percebes aproveita, sabedoria como esta só vais encontrar em pacotes de açucar com mensagens profundas.
Entenda-se o conjunto de virtudes que uma pessoa tem como uma mão num jogo de sueca. Se é certo que de início ninguém pode prever se vai ter muitos trunfos na mão ou até ganhar o jogo, toda a gente tem aspirações.
Uns querem ter os trunfos todos, algo que é virtualmente impossível, enquanto muitos gostariam de ter o ás de trunfo (embora variável, a minha aposta para ás é o dinheiro), porque assim mesmo que percam tudo o resto, pelo menos alguma coisa ganham pela certa. A beleza, diria que é assim talvez a modos que uma manilha de trunfo, pode dar muito jeito, tem sempre poder, mas não é decisiva, apesar de o parecer...
Não embarcando em longas dissertações sobre copas, paus, espadas e ouros e seus derivados, diria que na vida, tal como na sueca, os maiores trunfos não estão nas cartas que te deram, mas em duas coisas que são simplesmente complexas e influenciam o decorrer do “jogo”: sorte e inteligência na forma como jogas as cartas que tens.
Como diz um rapazito na abertura de um filme muito interessante “I’d rather be lucky than good”. É um bom raciocínio, mas prova que é inteligente, caso contrário ser estupidamente sortudo provavelmente não chegaria...
O meu conselho, e aproveitem que não estou a cobrar nada, é que caso sejam meninos chorões (e meninas choronas) que passam a vida a amaldiçoar as cartas que vos saíram, pensem mas é no que podem fazer com as mesmas. Não dá para ganhar o jogo? Bu-uhh, joguem com o que têm, que assim estão entretido e depois logo se vê, arranjem um parceiro que domine o jogo ou, muito simplesmente, façam batota. Se forem apanhados, o pior que pode acontecer é ficarem onde já estavam. A ler textos de gajos que mais do que trunfos, percebem é de drunfos...
Sei muito bem que nem toda a gente tem a sorte de ser incrivelmente inteligente como eu, algo que me ajudou a superar o facto não ter dinheiro para cantar um amblíope, quanto mais um cego, ou fazer parecer o corcunda de Notre Dame um tipo bem jeitoso, mas é assim a vida.
No entanto, estou disposto a pôr a minha inteligência ao serviço de qualquer gajo burro cheio de dinheiro ou miúda muito bem parecida que precise de orientação na sua vida. É que posso não jogar com o baralho todo, mas a dar tangas sempre dei cartas...

15.2.07

Back to the basics

Para quem já tinha saudades e também para quem não tinha, está de volta o tema criado por Ennio Morricone para ser a banda sonora do nosso blog e mais tarde cedido por nós para um filme inspirado nas nossas vidas.

Ennio Morricone - The Good, The Bad and The Ugly (sem ofensa jovem Vilão)

14.2.07

Efemérides de-coração




Há muito que desejava usar a bonita palavra "efeméride" como título de um post. Calhou hoje, como podia ter calhado noutro dia qualquer, que mesmo assim continuaria a fazer sentido. O que eu vou dizer é que não, mas a isso, também já os parcos visitantes deste antro estão habituados.
Neste dia, em que o ursinho de peluche pilhado à irmã mais nova, o jantar fora no McDonald’s e umas quaisquer flores roubadas num canteiro das redondezas assumem poderes mágicos e têm para alguns um significado terno e carinhoso, gostaria de relembrar duas figuras ligadas intimamente a esta data.
Foi a 14 de Fevereiro de 1989 que este senhor recebeu um postal, vindo de longe. Era pura paixão; intenso, caloroso e prometia tocá-lo profundamente como se fosse a última vez, literalmente. Embora ele não percebesse na plenitude as palavras (na verdade não percebia nenhuma), compreendeu que era para levar a sério.
Mas, não podendo corresponder à altura à relação que lhe propunham (nomeadamente porque essa relação tinha por fim pô-lo na horizontal), optou por voltar as costas, mas sempre a olhar para trás, não fosse depois de tão carinhosas palavras, alguém lhe querer dar o coração, mais propriamente o seu. É esse o poder do amor, chegado às vias de Fatwa...
No entanto, neste dia também há quem tenha tanto amor para dar que não cabe em si próprio. O que me faz lembrar a história desta simpática senhora, falecida a 14 de Fevereiro de 2003. Uns chamaram-lhe uma aberração, outros um milagre, o facto é que os seus olhos dóceis e o seu corpo torneado fizeram as delícias de muita gente, mas não no sentido literal, como acontece a muitos dos seus semelhantes.
Ansiosa por amar e crescer, cresceu cedo demais e envelheceu antes do tempo, para espanto e desencanto de muitos que tinham por ela sentimentos fortes, incluindo pastores pelo mundo inteiro. Assim desapareceu, jovem fogosa por fora e velha empedernida por dentro, mas deixou a sua marca para sempre (ainda que empalhada)...

Não me acusem de cinismo, eu gosto imenso deste dia, nem que seja pelas razões erradas.

12.2.07

Sorte dos diabos

Como sou um tipo positivista, fica aqui uma faixa old school para moralizar:

Eels - Your lucky day in hell

Despenalização do cogumelo mágico, desde que vendido em estabelecimento legal


Hoje é dia de rescaldo de um referendo que motivou muito debate e celeuma, mas não motivou mais de 50% dos portugueses a irem votar. Diz-se que os cadernos eleitorais não estão actualizados, que tem a ver com a máfia autárquica que assim ganha mais subsídios, mas o facto é que muita gente, pura e simplesmente não foi.
Para alguns a desculpa é o tempo, ontem porque choveu, há uns anos porque fazia sol. Então o segredo é vendar os olhos na noite anterior. Não só a noite pode ser mais animada, como assim não se usa "Ah, vi o estado do tempo e tal" como desculpa. Se a mesma fôr a ausência de posição na matéria, os senhores não levam a mal que se vote em branco. É como ir a uma festa por respeito a quem organiza e ir-se logo embora a seguir. A não ser que a festa seja de bar aberto e aí, não interessa se se gosta da festa ou não, porque amanhã também não te lembras dela de qualquer maneira.
Mas, já gastei muito latim com esta matéria, quando há outra muito mais importante e alucinogénea a discutir: o Cogumelo Mágico. Desde que soube da existência desta loja de produtos teoricamente legais mas que nos fazem sorrir de uma maneira estranha, que me andam a apetecer uns ovos moles de Aveiro que é uma coisa parva, especialmente se vierem enrolados em folhinhas “mágicas”.
Consta que o Sr. Marabuto, dono da loja, já anda a ser acossado (um must esta palavra) pela PJ, que já fez apreensões para ver se a coisa é legal. Curiosamente, muitos inspectores têm agora pequenos cactos nas suas secretárias e clamam que o seu telefone dança sapateado à noite.
A mim parece-me uma bela ideia esta da loja Cogumelo Mágico e digo mais, é ir a Aveiro e preparar um cházinho às minhas tias de Inglaterra que vai ser, no mínimo, uma viagem inesquecível. Quem quiser, está convidado, mas os torrões de LSD e os biscoitos de marijuana são por vossa conta...


PS - Ainda não comprei nada e já estou a tremer por todos os lados. Ah, afinal parece que foi um micro terramoto...

9.2.07

Preconceitos

Não percebo porque razão é que, cada vez que refiro a algum elemento do sexo feminino que estou a viver sozinho, a primeira ideia visual dela sobre o que está do lado de fora da porta é:





Sendo que, na melhor das hipóteses, esta é a primeira imagem visual sobre o interior da habitação (optei por não incluir roupa interior e loiça suja, porque este blog ainda tem uma réstia de bom senso, escondida algures...):



Boatos de gente mal formada é o que é!

7.2.07

O Tamagotchi ganhou


Antes de mais, este não é um post de previsões políticas sobre o Marques Mendes. Feito o esclarecimento, em vez de avançarmos vamos recuar no tempo, para aí dez, onze anos. Foi por essa altura que foi inventado o tamagotchi e que o uso do telemóvel começou a ser mais generalizado por estas bandas. Terá este jovem bebido logo pela manhã perguntarão vocês? Umas sopinhas de vinho para abrir a pestana nunca fizeram mal a ninguém, respondo eu.
É que, inicialmente, os telemóveis eram uns trambolhos. Lembro-me que, numa altura em que eu jovem revolucionário dizia “Serei sempre livre, nunca terei telemóvel”, o primeiro amigo da faculdade que tinha um parecia que andava com um sapato no bolso, tal era o tamanho do aparelho. O tamagotchi, esse sempre foi pequenino, mas para além de ser um gadget que tinha tanto de estúpido, como de curioso (ao ponto de em Inglaterra ter havido um gajo que atropelou não sei quantos, por que se lembrou de alimentar o seu bichinho enquanto conduzia) teve vida curta no dia a dia lusitano, pelo menos é o que a maioria pensa.
A minha teoria é outra e envolve magia negra, espiritismo e candomblé (mas não a Linda Reis). Penso que o Tamagotchi português, prevendo a sua curta vida em Portugal, projectou o seu espírito e uma maldição no nosso país, por via dos telemóveis, que estavam a expandir-se enquanto ele morria.
Só assim se explica que eu hoje tenha um telemóvel minimamente modernaço (sim, vendi os meus princípios revolucionários), que o telemóvel seja agora essencial à vida de muita gente que não passa sem ele, passando de objecto utilitário para artigo de moda há já muitos e bons anos.
Há quem não tenha dois dedos de testa, mas tenha dois telemóveis que lhe custaram os olhos da cara (e um crédito sobre outras partes do corpo), há quem mude de telemóvel mais rápido do que compra roupa para os filhos e há também quem passe mais tempo ao telemóvel do que a fazer a actividade que dá origem aos filhos. O telemóvel é hoje o tamagotchi de crianças e adultos e, o facto de cada vez se usarem mais SMS’s, MMS’s, GPS’s e outras coisas acabadas em ‘s só reforça a ideia que o bichinho já manda mais em nós do que nós nele.
Que é útil não nego, que é sobrevalorizado, criador de dependências e absorvedor excessivo de atenção e de dinheiro, também não. E parece-me a mim que a tendência será para piorar, com o espírito do Tamagotchi de outrora a rir-se todo contente enquanto carrega em mais um botão para ver o que o seu tugotchi vai fazer a seguir.
Por muito que gostasse de continuar esta dissertação, tenho de ir fazer pela vida, já não mando uma sms vai para 10 minutos e os suores frios já estão a começar. Qualquer coisa, liguem-me.

6.2.07

Um forte apelo

Queria aproveitar o meu regresso para vos dizer que estou cheio de ideias novas, sendo que a maior parte delas não presta. No entanto, e atendendo a que a temática do aborto está de novo aí na berra, queria aproveitar para apelar a todas as leitoras deste blog para que engravidem até Domingo, dia do referendo. Depois, sugiro que vão até às urnas munidas de uma faca de mato, daquelas mesmo assustadoras, de modo a efectuarem o dito cujo em frente às câmeras de televisão. Passem a mensagem. É que isto só lá vai pelo choque!

Um beijinho a todas.

Arrumar a casa...

Estive tanto tempo sem aparecer que isto quase parece um blog respeitável.
A tocar:

Irmãos Catita - Quadrologia Gitana

4.2.07

A pequenez dos Grandes Portugueses

Esta história dos Grandes Portugueses irrita-me. Parece-me que fazer um programinha e deixar nas mãozinhas da populaça (e de todos os mafiosos que nela pululam) a eleição do maior português de todos os tempos é um bocado como tentar eleger a melhor cabeleireira do eixo Massamá-Cacém. Tem a ver com coisas que mexem na cabeça das pessoas nem sempre da melhor maneira e com fortes probabilidades de o resultado ser medonho. Isto para não falar do negócio que há pelo meio, sim porque em cada voto pingam umas coroas para a RTP, muito possivelmente para pagar os tratamentos e o sofrimento porque passa Maria Elisa para cumprir cada sessão do programa. E a nós, pelo menos algum do sofrimento que a RTP nos causou ao longo dos tempos, quem paga?
Quando penso na subjectividade dos critérios que podem ajudar a definir o que é um grande português, dão-me uns certos arrepios ao ver que, com a campanha certa, o Tony Carreira poderia ter surpreendido tudo e todos e estar agora a ombrear com Salazar e Afonso Henriques. Aliás, ao consultarmos os 90 que ficaram de fora do top10 verificamos que há diversidade e a congregação de vários interesses geracionais, segundo os que gostam desta iniciativa. Já eu digo que existe o chamado tiro ao boneco e falta de critério. Aproveito também a ocasião para pedir que alguém me diga quem de raio são as figurinhas que ficaram em 58º e 79º lugar. Na minha lista, estão bem atrás da porteira do meu prédio, que todos os dias põe o caixotinho do lixo na rua a tempo e horas.
Quem é grande fica com o nome na História naturalmente, mesmo os grandes merdas (categoria em que o lote lusitano também é forte e garboso). Não são precisos votos manhosos por telefone, nem defensores a tentar provar que o seu defendido é um bocadinho maior que o dos outros e nem sequer umas aulas de História à pressão para a malta saber quem são aqueles senhores de quem aquela senhora fala com tanta reverência.
Meus caros, se querem votar à grande e à francesa estejam à vontade, mas garanto-vos que na noite de entrega dos prémios o vencedor não vai estar presente. Felizmente para ele já está morto e, ao contrário de muita gente, já não em vida para aturar estas cenas.
É que, quanto mais tempo se perde em honrarias artificiais aos Grandes Portugueses, menos se pensa nos portugueses que mais interessam: nós, os que podemos não ser tão grandes, mas que também não deveríamos ser tão pequenos.

3.2.07

A rasgar

Não é novidade, mas não deixa de ser interessante por isso.

She wants Revenge - Tear you apart