14.11.07

Decerto, de ideias

Que se lixe quem disse: “Só há duas coisas certas na vida, a morte e os impostos”. Para além de obviamente isso ser um insulto a todos os artistas lusos da fuga fiscal, irrita-me que o autor, um tal de Franklin tivesse tempo para ser político revolucionário, cientista, inventor e ainda debitar frases pomposas como esta, enquanto que uma mente (mal) iluminada como a minha até para escrever umas linhas miseráveis num pasquim cibernético se vê à rasca de tempo.
E vai daí não é que dei por mim a pensar com maturidade no que são realmente as certezas da vida, enquanto me dedicava a forrar a fechadura do vizinho com pastilha elástica. Tudo bem, temos a morte, olha que bom. Mas, bem vistas as coisas, até a morte é incerta, não em termos de sermos imortais a la Duncan MacLeod do clã Macleod, mas na forma como a dita cuja chega. A bom ver, não há questionário nenhum onde um gajo possa escolher a opção de morrer aos 93 anos com um sorriso nos lábios e uma top model italiana ao lado na cama, por isso mais vale nem sequer pensar muito no assunto.
Mas, porque de certos os impostos têm pouco, matutei mais um pouco sobre o que poderia considerar uma certeza na vida, nem que fosse para não deixar a Morte sozinha, coisa que não se deve fazer a uma senhora, a não ser que ela nos dê uma chapada segundos antes. Procurei então algo profundo, porque dizer “Certo só a morte e as coisas que ficam presas nos dentes“ ou “Certo só a morte e seres roubado num táxi do aeroporto” não são frases dignas de serem citadas por gerações vindouras.
Devo dizer que depois de cerca de....dois minutos e trinta e oito segundos depois de ter começado a ponderar profundamente sobre o assunto fui distraído por um episódio típico da Oprah, em que um jovem dava graças ao Destino por primeiro lhe levado os dois braços num acidente num acidente industrial e depois as duas pernas num atropelamento enquanto treinava para a maratona. Foi isso que lhe permitiu construir pequenos presépios com a língua, que são agora vendidos a preços de obra de arte.
Já não consegui prosseguir esta linha de raciocínio, pois tentar escrever posts enquanto se treina a arte de marcenaria lingual não é fácil e não deixa ver bem o que se está a escrever. Peço-vos, pela primeira vez na vossa vida, que deixem aqui um input útil se assim o entenderem.

“Só há duas coisas REALMENTE certas na vida, a morte e...”


Para inspirar: Live - Selling the Drama (chorem pedras da calçada, chorem, quero ver emoção na web)

12 comentários:

  1. Em parte plagiando Einstein, aqui vai: “Só há duas coisas REALMENTE certas na vida, a morte e a estupidez humana”

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  2. ... a incapacidade do Bergessio para meter golos nas balizas adversárias.

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  3. @ Flávio - Tipo esperto esse Einstein, pena nunca ter aprendido a pentear-se

    @ inútil - já diziam os Irmãos Catita, não há memória de maior Bergessio...

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  4. a morte e as reticências quanto a ela? Bem Visto, Mak, Bem Visto...;)

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  5. só há duas coisas certas na vida... a morte e o natal dos hospitais... ;P...

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  6. a morte e a dor quando se fractura o cóxis.

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  7. Estes dois últimos comentários complementam-se com requintes de tortura, pois a fractura do segundo, leva ao evento do primeiro, que por sua vez pode levar à morte...

    Negras são as vossas mentes...

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  8. "Negras são as vossas mentes e os espirros" ou "Só há duas coisas realmente certas na vida, a morte e os espirros" ?

    não podes deixar as coisas neste -----> .

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  9. acho que so ha uma coisa certa na vida que é a morte... de resto acho que tudo e meio subjectivo.

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  10. na vida, a morte e um data de macacadas! na vida, pra mim, so ha uma coisa certa nos proximos tempos, vou andar com muita gente chata na cabeca!

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  11. A Morte e o Pinto da Costa continuar no Porto até morrer...

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