30.11.07

Continua chamando-me assim, Maomé

É com alguma indignação que tenho lido notícias sobre a situação do já famoso peluche, Ursinho Maomé do Sudão. Ao que parece a senhora professora que pensou que podia andar aí a dar nomes imaculados a ursos já não vai levar as 40 chibatadas previstas, o Ursinho não vai levar as 20 que lhe calhavam em sorte e as crianças não vão ter que ver 1 DVD do Avô Cantigas ininterruptamente durante um dia.
Mas, essencialmente, estou indignado por ser um país dito de 3º Mundo a avançar com um conceito que, vistas as contas, podia ser uma ferramenta muito útil – a punição severa a quem dá nomes idiotas a pessoas e pronto, vá lá, peluches. Imaginem um gabinete do registo com uma pequena sala adjacente reservada a punições: “Ai queres Cátia Kárina Vanessa? Muito bem, 60 chibatadas e pode seguir”, “Nani Ronaldo de Maradona Petit? Não há problema, 20 chibatadas por cada um dos nomes que não mude” ou “Libório Maria? 10 Chibatadas só por ter pensado no nome, mais 35 pela conjugação nome feminino e masculino”.
Suponho que ou os nomes viscosos que abundam pelo nosso país desceriam em catadupa ou o gosto pelo fetichismo revelado nos tornaria um “Red Light District” à beira mar plantado.
Atenção, eu não sou pela violência gratuita. Aliás, considero que quando bem aplicada a violência deve ser muito bem paga e recompensada. Mas, como sou uma pessoa simples, bastam-me os agradecimentos eternos das gerações vindouras por esta ideia marcante para Portugal em geral e para as costas de alguns em particular.

Chicoteando as ondas sonoras com - Elvis Presley - Teddy bear

2 comentários:

  1. O conceito não é mau, mas deveriam ser umas chibatadas regulares, de trimestre em trimestre, pq muitos iriam pensar "vá, é só um sacrifíciozinho inicial e depois posso passar o resto da vida com a minha Jessica Sofia"..:)

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  2. estou ctg! venha daí uma petição! mas quem tem que levar as chibatadas é quem dá o nome, senao tb apanho no lombo e nao me esta a apetecer

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