12.4.07

Esclarecimento sobre percurso escolar e derivados

Sendo eu ambicioso, para evitar males maiores no futuro quero avançar, a título de esclarecimento voluntário e em função de possíveis cargos que venha a desempenhar, a seguinte informação:

- Na escola primária piquei um dedo para fazer sangue, porque isso fazia impressão a uma jovem coleguinha. No entanto, isso não funcionou como favorecimento quando a beijei três ou quatro anos mais tarde. Também não usei da minha influência para receber um pacote de leite com chocolate adicional, apesar de admitir de que cheguei a negociar lanches em troca desse mesmo pacote. O facto de ter tido as orelhas puxadas pela professora por essa actividade prova que não houve conivência da instituição.

- Já na escola preparatória, confesso que usei os meus conhecimentos junto da comunidade gitana para não ser envolvido em desfalques efectuados pela mesma a outros jovens alunos. No entanto, admito ter batido em dois ou três escuteiros, só por puro desporto, não para obter vantagens académicas nas aulas ou facilitismos junto dos seus pais, alguns deles funcionários na escola.

- No ensino secundário, confesso que deixei o Calado copiar por mim num teste de biologia do 9º ano, que lhe permitiu passar de ano. Talvez por ser três ou quatro anos mais novo, na altura não me apercebi do mal que fazia, contudo não fui favorecido nem sequer com um bilhetinho para jogos do Estrela da Amadora ou do Benfica ou até mesmo para concertos dos Excesso. Tive uma nota rectificada na secretaria, mas isso foi só porque a vaca da professora de História foi incorrecta com o meu percurso imaculado e me queria lixar a média do 12º anos. O facto de ter grandes amigos na Pedreira dos Húngaros não teve nada a ver com essa rectificação ter sido aprovada pelo Conselho Directivo.

- Chegado à Universidade, quero aqui admitir que escolhi todos os cursos na mesma universidade, porque queria mesmo entrar ali e sabia que dava para trocar de curso no final do 2º ano, visto que todas as cadeiras eram gerais. Daí que os dois primeiros anos em Antropologia se justificam pelo facto de ter preenchido o impresso por ordem alfabética dos cursos. Não foi correcto, não me orgulho da falta de critério, mas assumo aqui a minha falha. Quero ainda dizer que usei de esquemas financeiros para subsidiar a minha viagem de finalistas, mas nada teve a ver com o sorriso largo que a decana professora de Relações Públicas ostentou durante o mês de Março de 1999. Esses esquemas resumiram-se à venda “à margem das vias tradicionais” de tabaco em recinto da faculdade e ao recebimento de um incentivo monetário da reitoria da mesma, para que não se realizasse uma festa no recinto universitário, ao qual cedi a interesse de todos.

- Participei ainda no furto de um croissant misto no bar, embora não se tenha provado nada (nem sequer o dito cujo) e posso ter adulterado algumas senhas de bebidas alcoólicas para vender em festas organizadas na universidade, mas respondo agora o que disse na altura “Foi um tipo de barbas que foi em direcção às casas de banho mesmo agora”. Nos matraquilhos fui sempre leal e honesto, sem bem que blasfemo em muitas ocasiões, nunca usando o facto de ter trucidado dois ou três profs nas mesas em minha vantagem.

- Nunca usei cábulas, por ser demasiado preguiçoso, mas cheguei a levar livros inteiros para “consultas” esporádicas. Passei a Matemática copiando de forma indecente, mas foi em sinal de protesto por ser obrigado a ter essa cadeira infame num curso de letras. O facto de eu e um colega meu termos os testes exactamente iguais por duas vezes e termos tido notas diferentes das duas vezes, faz-me pensar que os testes nem foram vistos, por isso não beneficiei nada ao fim ao cabo.


Traço geral por agora é isto, mas reservo-me alguns acrescentos, caso a RTP ou outros meios de comunicação comcem a investigar onde não devem.

9 comentários:

  1. Ahahahahahah! Dos melhores posts deste blog que já li!

    Que bien muxaxo! :D

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  2. epa... visto que ja se sabe mais da tua vida que da do 1º min... aconselho a que nas proximas eleiçoes te chegues à frente...

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  3. Como dizia o Manuel João, vulgo Candidato Vieira, só desisto se for eleito ;)

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  4. Ou tens uma memória daquelas...

    Ou uma imaginação daquelas...

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  5. Partilho alguns episódios do meu percurso académico:
    -Na escola primária faltei a uma aula de ginástica alegando má disposição e fui para casa ver desenhos animados;
    -no ciclo (adoro esta palavra!) puxei os cabelos á minha arqui-inimiga,uma Vânia com um metro e meia gilette e fugi, ela merecia, quem a manda chamar-se Vânia??
    Na mesma altura agredi o "presunto" com um valente pontapé nas suas partes baixas, após ter sido vítima dum apalpão em plena aula de Ed. Visual;
    -No liceu escrevia recadinhos nas portas do WC;
    -Na universidade, fui de saia no 1º dia de praxe e fizeram uma autêntica BD nas minhas pernas...

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  6. CLAP, CLAP, CLAP.
    Muito bom, mesmo!

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  7. Mak e tu também ofereces uma bailarina Russa a cada homem? E às mulheres dás o quê?

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  8. Por cá estamos esclarecidos Sr. "Ministro". Fico feliz que venha de letras, mas com este currículo não mais faz sentido chamarem-lhe Mak, o Mau, apartir de hoje, se não se importa, irei tratá-lo por Mak, o "Mau".

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  9. muito bem a analogia com o percurso do sócrates

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