18.2.07

Para quem não joga com o baralho todo



Aviso à navegação: se não percebes um boi de jogos de cartas ou pelo menos dos princípios básicos da coisa, poupa uns minutos da tua vida e vai beber um copinho de leite e comer uma torrada. Se percebes aproveita, sabedoria como esta só vais encontrar em pacotes de açucar com mensagens profundas.
Entenda-se o conjunto de virtudes que uma pessoa tem como uma mão num jogo de sueca. Se é certo que de início ninguém pode prever se vai ter muitos trunfos na mão ou até ganhar o jogo, toda a gente tem aspirações.
Uns querem ter os trunfos todos, algo que é virtualmente impossível, enquanto muitos gostariam de ter o ás de trunfo (embora variável, a minha aposta para ás é o dinheiro), porque assim mesmo que percam tudo o resto, pelo menos alguma coisa ganham pela certa. A beleza, diria que é assim talvez a modos que uma manilha de trunfo, pode dar muito jeito, tem sempre poder, mas não é decisiva, apesar de o parecer...
Não embarcando em longas dissertações sobre copas, paus, espadas e ouros e seus derivados, diria que na vida, tal como na sueca, os maiores trunfos não estão nas cartas que te deram, mas em duas coisas que são simplesmente complexas e influenciam o decorrer do “jogo”: sorte e inteligência na forma como jogas as cartas que tens.
Como diz um rapazito na abertura de um filme muito interessante “I’d rather be lucky than good”. É um bom raciocínio, mas prova que é inteligente, caso contrário ser estupidamente sortudo provavelmente não chegaria...
O meu conselho, e aproveitem que não estou a cobrar nada, é que caso sejam meninos chorões (e meninas choronas) que passam a vida a amaldiçoar as cartas que vos saíram, pensem mas é no que podem fazer com as mesmas. Não dá para ganhar o jogo? Bu-uhh, joguem com o que têm, que assim estão entretido e depois logo se vê, arranjem um parceiro que domine o jogo ou, muito simplesmente, façam batota. Se forem apanhados, o pior que pode acontecer é ficarem onde já estavam. A ler textos de gajos que mais do que trunfos, percebem é de drunfos...
Sei muito bem que nem toda a gente tem a sorte de ser incrivelmente inteligente como eu, algo que me ajudou a superar o facto não ter dinheiro para cantar um amblíope, quanto mais um cego, ou fazer parecer o corcunda de Notre Dame um tipo bem jeitoso, mas é assim a vida.
No entanto, estou disposto a pôr a minha inteligência ao serviço de qualquer gajo burro cheio de dinheiro ou miúda muito bem parecida que precise de orientação na sua vida. É que posso não jogar com o baralho todo, mas a dar tangas sempre dei cartas...

12 comentários:

  1. Eu conheço o nariz do teu parceiro!?!?!?!

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  2. Então conheces mais do que eu...

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  3. Ora é isso mesmo! Quando precisar de usar as cartinhas da melhor maneira, já sei quem contactar! :-D

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  4. Eu confesso que na jogatana saio-me sempre mal, mas em compensação em outros assuntos dou cartas...No entanto, não dego à partida um orientador que desconheço...quando me faltarem os trunfos, já sei a quem recorrer!!

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  5. Bom conselho, apesar de eu já saber que no King, por exemplo, se numa das festas dos outros a coisa seguir para nulos, me resta fazer o menor nº de vazas possível mesmo com cartas altas na mão. E se fizer mais do que 4 não esquecer que, a seguir, é a minha festa...

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  6. Amadores... Eu jogo canasta que apesar do nome não é para canatrões! Também bebo gin e já vivi em no Reino UNido

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  7. Deve ter sido aí que ficaste com esse sotaque british que se nota no "em no Reino Unido"...


    PS - Estou a ver que este blog é frequentado por uma panóplia de reis da batota que é uma coisa parva...

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  8. Claro, afinal é "In The UK". Finalmente alguém percebeu o meu sotaque através da escrita! És uma homem muito sensível, em questões linguísticas!

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  9. Já em todas as outras questões faço do Átila, o Huno parecer um menino de coro (embora de coiro tb tivesse a sua piada)...

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  10. uuuuuuuh. estou aqui estou a ver um livro editado com o nome "A Gestão Segundo Mak, O Mau" seguindo o exemplo de um outro mafioso de renome, Tony, O Soprano.

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  11. já agora, devo acrescentar que de cartas percebo muito pouco. a minha especialidade sempre foi o peixinho e sou do mais cromo que pode haver em paciências, também conhecidos por solitários, mas também se for para entrar numa de metáforas jogateiras, devo dizer que é muito importante contar com as cartas que ainda não viraram para no fim conseguirmos fechar o jogo com o baralho todo. Em paciêncês chama-se a isto ganhar.

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  12. O Tony Soprano é um menino. Costumava jogar à lerpa com ele e o gajo era só ataques de ansiedade quando o jogo chegava à altura decisiva...

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