29.6.06

Pior que os Incêndios no Verão...

Falo hoje sobre uma tentação que se abate no Verão sobre muito gajo que tenta parecer moderno: a calcinha branca. Caríssimos, tirando alguns padeiros (tanto de profissão, como de mentalidade), marujos (mais por imposição militar, mas também pela ausência feminina durante longas estadias no mar), malta de artes marciais (sempre muito dada a abracinhos e puxões) e alguns infelizes profissionais, há que dizer uma grande verdade – as calças brancas são (ou deviam ser) coisa de gaja e ponto final.
Aliás, posso dizer que, possivelmente, os únicos gajos que usam calças brancas e não são gozados directamente por isso são os estrunfes e é porque tipos que andam só de calças e barrete, têm apenas uma mulher na comunidade, vivem em cogumelos e são azuis, bem creio que não é preciso ser um génio para perceber que as calças brancas são o menor dos seus problemas...
Por isso, a não ser que o teu nome artístico tenha o nome de uma peça de fruta, o teu mister seja fazer brioches ou saibas tudo sobre manobras de atracagem, vai por mim:

Homem sem calça branca no guarda roupa, é dinheiro e risota que se poupa.

PS – Quanto ao público feminino, desde que sejam cumpridos padrões mínimos de bom gosto e das leis da física, nada a opôr.

Mudança de Música...

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...mas não de artista. Deleitem-se com este "Ela tem apenas 15 anos de idade", do grande Amadeu Mota. Análise brevemente.

Foto e música descobertas através do Portal Pimba.

26.6.06

Marquês de Pombal experimenta crowd surfing

Ao que parece, o Marquês de Pombal terá cumprido a promessa feita por altura do Euro2004 e na primeira concentração de festejos na Praça com o seu nome, após a vitória sobre a Holanda nos oitavos de final do Mundial 2006, resolveu experimentar o crowd surfing. Pouco habituado a estas andanças, mas entusiasmado, o Marquês terá escorregado na descida, tendo sofrido um traumatismo craniano e partido um braço. Um dos médico do INEM, após examinar o Marquês, ainda algo combalido, terá dito “Este homem é de ferro!!. Na sua queda, o Marquês de Pombal terá ainda causado estragos na cervical da senhora que puxa o carro dos bois na base do monumento, que terá apenas solto um desabafo “Durante estes anos todos mesmo aqui ao lado, o Sebastião nunca me ligou pevas, agora por causa da bola, fica todo excitado, vem por aí abaixo e salta-me para a espinha com esta brutalidade toda. É triste!”.

23.6.06

Tomem lá mais

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Mesmo esquema: intérprete, personagem, filme. Cliquem aqui para uma imagem ampliada. Numerem-nas atendendo a que a foto 1 é o gajo do charuto, a 5 é a da única senhora neste conjunto e a 16 e última é o velhote com a estrela de xerife. Estes não são tão fáceis, mas ainda assim há uns quantos bastante acessíveis. E ainda, à medida que descubram uns, é bem provável que consigam descobrir outros.

22.6.06

DesatHinos

Desathinos

Durante o Euro 2004 começou a moda, bute lá pôr a malta a curtir o hino. O quê, o nacional? Ná, esquece lá isso, esse é coisa para ser cantado em playback por jogadores da bola, políticos e militares. Vamos é fazer uma cena moderna, assim com Ipope (havia malta, claramente careta, que não ligava muito a esta corrente musical da moda), para pôr o people que curte totil futebol a cantarolar o hino e arranjarmos também forma de lhes sacar mais uns cobres enquanto eles estão distraído com o Gene Hackman a treinar e o Figo, o Ronaldo e os outros a jogar.
E enquanto o Diabo esfregou um olho (ou as mãos de contente?) cantámos, entre encavanços à moda grega, “Menos ais, menos ais, menos ais” ao passo que a Galp trauteava “Queres mais? Paga é os aumentos na gasosa se não queres dar aos pedais”. Mas pronto, a coisa passou e se é um facto que a sequela era fácil de prever, o Alemanha 2006 tem contribuído para a poluição sonora de uma forma avassaladora, que tem superado as piores expectativas.
Tudo quanto é estação de rádio, televisão, serviço nos impinge um hino feito para o mundial, que exalta a nossa ambição, mas acima de tudo me irrita a audição. E, ainda por cima, têm todos uns toque de moderno uns “Yeah, yeah, yeah” e foleiradas semelhantes para mostrar que isto não é foleiro, que é uma cena moderna que podes até ouvir aos altos berros no auto-rádio ou com a janela aberta, que a malta vai pensar que és um tipo baril.
No meio disto tudo, para além de mim, tenho é pena de outras instituições que por escassez de meios certamente tiveram que pôr de lado as suas aspirações a criar o seu próprio hino.
É por isso, que com algumas estrofes venho mostrar que estou solidário e se não podemos simplesmente ver a bola sem nos darem música (palavra usada em sentido lato), então todos temos direito.

Associação Nacional de Talhantes (a passar em speakers em todos os talhos de Portugal, Ilhas e comunidades de emigrantes)

Yeah, Yeah, Yeah, os tugas vão limpar a Alemanha,
E mostrar que quem é tenrinho nunca ganha.
Temos no Scolari um mister que é um colosso,
E no Petit um cutelo, para lhes partir o osso,
E, se for preciso, agarrá-los pelo pescoço

Vai Portugal, mostra que és o ás no baralho,
Tens o apoio do pessoal do talho,
E já dizia o Futre “É para ganhar, caralho!!” x2

Vamos mostrar que numa defesa com o Miguel e o Meira,
Vai sempre sobrar quem precise de mioleira,
Mas do meio para a frente, a clientela é potente,
O Ronaldo gosta de naco,
E ninguém diga que o febrão do Figo é fraco,
O Pauleta é fã da costeleta e vai marcar golos até de bicicleta,
Mas pra passar o Costinha vai ser mais difícil que ver um brazuca que não goste de maminha.

Vai Portugal, mostra que és o ás no baralho,
Tens o apoio do pessoal do talho,
E já dizia o Futre “É para ganhar, caralho!!” x2

E para ajudar a levantar o caneco,
Vai lá estar o Deco, o mágico de chuteiras,
Que nunca começa o jogo sem enfardar uma alheira.

Vamos aviar tudo no caminho prá final,
Leitão, porco, borrego, vai ser tudo baril,
E não estamos a falar do Madaíl.
Venham os bifes, que os fazemos em picadinho,
Venham os dos tangos, mesmo com Ricardo não vai haver frangos,
E nem a malta do Brasiu com a sua manha, nos vai fazer a nós o que fazemos à picanha

Vai Portugal, mostra que és o ás no baralho,
Tens o apoio do pessoal do talho,
E já dizia o Futre “É para ganhar, caralho!!” x2

20.6.06

Comédia em Filmes

Lembrei-me de começar a escrever aqui no blog alguns posts relacionados com o humor que mais gosto. Seja em filmes, séries, whatever. Como tal, e para começar, deixo-vos com algumas das minhas personagens cómicas favoritas em filmes.

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Já agora, e para isto ter algum interesse adicional, só faço outro post destes quando vocês adivinharem três coisas a respeito de cada uma das nove fotos: filme, actor e personagem. Quando tiverem adivinhado tudo (ou quase tudo), eu faço outro post do género. Vamos aumentar a interactividade entre quem lê os posts e quem tem tempo livre a mais. Sugiro que só respondam quando já souberem mesmo quase tudo, senão estão a ajudar a concorrência. De qualquer forma, estes são mesmo todos muito fáceis.

19.6.06

Amadeu Mota: A análise de um melómano

A letra original:

There's a light
A certain kind of light
That never shone on me
I want my life to be lived with you
Lived with you
There's a way everybody say
To do each and every little thing
But what does it bring
If I ain't got you, ain't got ?
You don't know what it's like, baby
You don't know what it's like
To love somebody
To love somebody
To love somebody
The way I love you
In my brain
I see your face again
I know my frame of mind
You ain't got to be so blind
And I'm blind, so very blind
I'm a man, can't you see
What I am
I live and breathe for you
But what good does it do
If I ain't got you, ain't got ?
You don't know what it's like, baby
You don't know what it's like
To love somebody
To love somebody
To love somebody
The way I love you

A fantástica interpretação da letra por Amadeu Mota:

They say Lays
A sut ago aiiiiis
That's never shine on me
I want my life to lived with you
Lived with you
There's a way everybody say
To lift el' all to sing
But what does it bring
If I ain't got you, heim gó?
You don't know what it's lái, baby
You don't know what it's lái
To love somebody
To love somebody
To love somebody
The way I love you
In my way
I see your face again
I know my friends are mice
You ain't got to be so blind
And I'm blind, so so so blind
I'm a man, can't you saw
I am
I live on the b(l)each for you
But what does it do
If I ain't got you, heim gó?
You don't know what it's lái, baby
You don't know what it's lái
To love somebody
To love somebody
To love somebody
The way I love you

Começando logo no início da letra: Por que é que eles dizem Lays? O que os leva a gritar bem alto uma marca de batatas fritas? Será que gritam mesmo Lays? Talvez afinal gritem lies e, nesse caso, não passam de ignóbeis pantomineiros que Amadeu Mota decerto desmascarará. Prossigamos. A sut ago aiis. Sut não sei o que quer dizer. Pode ser algo que tenha ocorrido recentemente e, nesse caso, deve ter sido doloroso pois tinha aiis a acompanhar. Muitos aiis mesmo. Faz-me lembrar o Euro 2004 e os menos ais. Aqui são mais, no entanto. That's never shine on me. A língua inglesa, porto de abrigo de sempre da composição musical pop-rock, caminha vertiginosamente para o Ragnarok e contornam-se assim todas as regras gramaticais, cortesia de Amadeu Mota, que também já havia desafiado de forma impune a gramática portuguesa. That never shone on me é para mariquinhas. That's never shine, ui, isso só alguns se poderão abalançar a gritar bem alto. Tal como To do each and every little thing. Não há tempo para isso. O ritmo frenético da nossa sociedade ocidental não se compadece com essas merdas. Mas quem é que tem tempo e pachorra para fazer todas as pequenas coisas? Ninguém, muito menos o Amadeu. É melhor Lift el' all to sing, ou seja levantá-los a eles todos para cantarem, que o tempo é de alegria. Rejubilem e cantem, recos. Got passa a gó e like passa a lái. É mais audível e prazenteiro para os melómanos inveterados. I know my frame of mind, isto é, conheço o meu estado de espírito passa a ser I Know my friends are mice, ou seja, sei que os meus amigos são ratos. Pungente e ao mesmo tempo revoltante. Confesso que não consegui deixar de verter uma lágrima. A revolta de Amadeu que troca o conhecimento interior do seu estado de espírito pela revelação desabrida de que os seus amigos são ratos. Talvez o tenham atraiçoado e não tenham tido a coragem de o salvar, preferindo refugiar-se na vida simples dos cobardes e conformistas. Talvez sejam os mentirosos que passam por batatas fritas, que ele jurou perseguir e desmascarar. Um homem que tem a coragem de tão despudoradamente revelar os seus sentimentos mais profundos tem, obrigatoriamente, de ser um dos maiores génios musicais de toda a História. Mas continuemos pois estamos a chegar ao momento mais alto e messiânico de To Love Somebody: I Live and Breathe for you passa a I Live on The Beach for you ou talvez até a I Live On The Bleach for you. Em vez de viver e respirar pela pessoa a quem dedica a balada, o Amadeu opta pela dualidade e pela dicotomia. Por um lado parece querer, depois de uma vida de sacrifícios, viver na praia e beber água de coco, desfrutando assim os prazeres da vida. Por outro, parece não conseguir escapar da espiral de violência e sofrimento que caracteriza o seu passado, preferindo viver na lixívia, num contante torpor de auto-flagelação. Viver na lixívia por alguém é o mais poderoso de todos os sacrifícios pela humanidade desde que Jesus esteve na cruz. Confesso não conseguir analisar mais nada. Isto é demais para mim e a violência emocional que senti ao escrever estas breves linhas pode ter-me deixado traumatizado para sempre. Obrigado, Amadeu, por existires e nos mostrares que a vida tem mais do que se lhe diga.

Mudança de Música

To Love Somebody, numa magistral e muito própria interpretação de Amadeu Mota, poliglota de excepção.

16.6.06

Sondagem da Tanga

Segundo um complexo estudo efectuado pelo gabinete de sondagens e estudos de mercado Pinóquio, subordinado ao tema “Homens, mulheres e mentiras – não há duas sem três”, as conclusões são altamente fundamentadas e válidas como poderão comprovar.

- Pelos vistos é impossível determinar se são os homens ou as mulheres que mentem mais. A tendência é para o equilíbrio (a mentira é unisexo portanto)

- Os homens são claramente mais burros (como membro da classe prefiro o termo inocentes) pois apesar de mentirem tanto como as mulheres são apanhados a mentir mais vezes, por motivos mais estúpidos (a chamada mentira esfarrapada), mostrando que a prática nem sempre contribui para a melhoria da performance.

- As mulheres são, por norma, mais calculistas a mentir, ou seja, sabem exactamente porque mentem e o que pretendem retirar dessa mentira tendo um cariz muito prático ao fazê-lo, ao contrário dos homens, que embora também o possam conseguir fazer, preferem mentir por desporto já que gajo que é gajo não liga ao requinte e aposta na mentira grosseira, mesmo sabendo que a coisa lhe pode estoirar na cara.

- Ambos os sexos pensam saber exactamente quando o outro mente, ou pelo menos conseguem descobri-los se quiserem, ou pelo menos pensam que conseguem descobrir ou pelo menos pensam que conseguem pensar que conseguem descobri-los.

- Está ainda por descobrir o homem ou a mulher que não tenha mentido (mentir a si próprio sobre o assunto também conta).

Visto que a amostra deste estudo conta com uma participação de 100% de mentirosos, incluindo o gajo que escreve, pede-se que a proporção de lições de vida a retirar de posts sejam proporcionais à expectativa de haverem políticos honestos. Muito obrigado.

9.6.06

O mês em que a Terra é rectangular


Durante um mês, o Governo vai pensar na melhor táctica para fazer parecer que Portugal ainda faz parte do campeonato.
Durante um mês muitos vão pensar que o desemprego está fora de jogo.
Durante um mês vai aumentar entre famílias a luta pela titularidade do comando da televisão.
Durante um mês o número de santos convocados pela boca de muitos portugueses vai surpreender muita gente.
Durante um mês nenhum deputado vai querer ficar no banco da equipa parlamentar, apesar de ser pago principescamente para isso.
Durante um mês, vai aumentar o número de portugueses a quererem fintar o trânsito para chegar a casa mais cedo.
Durante um mês a Brigada de Trânsito vai apitar em força para castigar toda e qualquer infracção.
Durante um mês, o número de empresas a fazerem-se ao penalty para receberem mais subsídios vai aumentar exponencialmente
Durante um mês todos os hipermercados vão dar o máximo para cantar vitória, nem que seja nos descontos.
Durante um mês aquela velha história de que um golo marcado equivale a um orgasmo vai ser literalmente verdade para muitos.
Durante um mês, o amor e o ódio, o riso e as lágrimas, a alegria e a tristeza, o doce e o amargo, o grito e o silêncio vão ser os titulares capitaneados pelo coração, na selecção dos que gostam de futebol.


Durante um mês a nossa moral vai andar aos pontapés, com a diferença que lhe vamos pôr uma bola pelo meio, para amortecer o efeito. E eu confesso, até gosto disso.

7.6.06

O péssimo optimista

Este espécime, que existe e não está em vias de extinção, cruza o pior dos optimistas (a abstracção do mundo real) e o pior dos pessimistas (o dom de transformar o fatalismo em realidade), daí o seu nome – o péssimo optimista.
Este é o indivíduo que quando o patrão o chama para ir ao gabinete, pensa que vai ser aumentado e acaba despedido, algo que encara como uma boa altura para pensar no que quer do seu futuro, isto apesar de ter três prestações para pagar e o puto já estar quase a ir para a escola.
Este é a mulher que chega a casa mais cedo e se alegra por ver que o marido já está em casa e pensa que finalmente ele se lembrou do aniversário de casamento, apenas para o encontrar na cama com uma amiga de ambos, que ela ajudou durante o divórcio, ficando aliviada pelo facto de pelo menos não ser aquela vizinha da frente que ela sempre achou que era uma grande vaca.
Este é o jovem que depois de ir para a farra e apanhar uma bebedeira das grandes, acorda numa paragem de autocarro na Damaia, sem dinheiro, esmurrado e sem alguns dentes e fica satisfeito por ir a chegar um autocarro que passa perto da sua casa, por não ter ressaca e por calhar bem ter consulta no dentista no dia seguinte.
Este é a miúda que tem aspirações de voltar a encontrar o príncipe perfeito com quem se cruzou um dia, queimou as pestanas de tanto romance e filme romântico duvidoso que viu, não tem muitos amigos maiores que o tamanho A4, que ignora o Jaime do 2º esquerdo porque ele diz “Tefóna-me” e usa camisas de flanela aos quadrados (apesar de estar perdidamente apaixonado por ela), mas aos 58 anos, mesmo depois de ver na necrologia que o tal príncipe perfeito morreu a semana passada, casado e com 4 filhos, pensa que ele sempre a amou e que certamente pediu para publicarem a foto antes de se ir só para ela saber.
Enfim, este é o retrato geral de um péssimo optimista, alguém que porventura toda a gente já foi, nem que seja por um dia.
Mas, isto sou eu a falar, e que percebe um óptimo pessimista destas coisas?

5.6.06

O número da besta


Sinto-me bestialmente feliz



1 - Besta – quadrúpede, animal de carga, pessoa muito estúpida.

Certamente que conhecem algumas, tanto de quatro patas, como de duas...


2 - Bestialismo – o mesmo que zoofilia; amor ou paixão doentia por animais, que pode reflectir relações sexuais com os mesmos.

Categoria que também inclui os parceiros dos espécimes referidos no ponto 1 portanto.


3 – Um tipo bestial – indivíduo afável, simpático, de carácter formidável.

A minha dúvida é – o ponto 3 refere-se apenas a: indivíduos que, apesar de molestarem animais, são uns gajos porreiros; malta que só é simpática até conseguir embebedar a ovelha; gente que irradia simpatia, mas só para pessoas de apelido Cordeiro, Carneiro, Coelho e afins.


Aceitam-se opiniões, mas desde que não sejam em rebanho...

1.6.06

Os cinco minutos que gostavas de não ter perdido

O facto de ser um traste, leva-me muitas vezes a poupar tempo e paciência em coisas que muitas pessoas, por boa educação, por serem tapadas ou simpesmente sofrerem de coração mole não se escapam.
Uma dessas coisas são as conversas de circunstância. E acreditem, nada me dá mais gozo do que não tê-las. Porque raio temos nós de falar com gente que partilha um espaço comum por momentos, tipo consultório, elevador, autocarro, metro, etc ou, pior ainda, gente que era da nossa escola, faculdade, bairro, bar, centro de recuperação de toxicodependentes ou afins, mas com quem não temos mais afinidade do que com um poste de iluminação.
Não vamos aprender nada, não vamos partilhar nada de interesse e não nos vamos sentir melhor pelo que acto de misericórdia que estamos a praticar. E no entanto, há quem não resista ao: “Parece que chove hoje...”, “Então, o que é que tens feito?” ou “Há que tempos que não nos víamos...”
Depois, todos já sabem o que se segue: cinco minutos de conversa fiada, lugares comuns e uma sensação de vazio, que culmina numa rota de fuga traçada com a desculpa mais esfarrapada que se consiga arranjar mas que efectivamente nos tire dali...
Não era preferível usarem esses cinco minutos , por exemplo, a telefonarem para alguém com que realmente gostariam de pôr a conversa em dia (inserir logotipo da operadora móvel patrocinadora do espaço)
Por isso, da próxima vez que um desse momentos de encher chouriços sociais se avizinhar, lembrem-se dos cinco minutos que gastaram a ler este texto idiota e não cometam o mesmo erro de novo...
É que ao contrário dos desperdícios tóxicos, desperdícios de tempo não dão para reciclar...


Dou consultas de fazer inveja ao Professor Bambo em - mak_omau@yahoo.com.br