29.5.06

E agora o próximo número...

23081977


Para que não digam que neste blog levamos tudo à letra.

25.5.06

Igualdade no acesso ao piropo

Com o calor a chegar e os corpinhos a revelarem bastante mais que no Inverno (infelizmente, em muitos casos, fala-se de peso), o factor moral e confiança é muito importante. A troupe feminina, se bem que proteste muitas vezes o conteúdo dos mesmos por ser demasiado gráfico, tem sempre garantido um lote de piropos que as vai fazer enfrentar o Verão com confiança, muitas vezes graças a essa grande Irmandade moralizadora a que na gíria se chamam: os trolhas.
Mas, a minha questão prende-se com a desigualdade de oportunidades, já que mulheres trolhas escasseiam. Um jovem, se calhar com menos bigode do que algumas moças, vê-as sair com a moral reforçada ao passar em qualquer obra, enquanto a ele só lhe resta, na melhor das hipóteses, tentar a sua sorte no mercado ou praça local.
Muito ginásio, corrida à beira rio ou, em alternativa, trabalho de cervejaria, vai por água abaixo pelo simples facto de não haver uma palavra de incentivo público por parte do mulherio. Tudo bem, a maior parte de nós não é um Brad Pitt, mas muitas não serão também a Angelina Jolie e não é por isso que não ouvem odes aos seus predicados.
Que se lixe a equidade na Assembleia, eu quero é equidade nas zonas de construção. Posso ter os dentes todos podres, mas também sou gente.

Imagino-me na rua e a ouvir: “Tens uns dentes lindos...tanto um como o outro” e sorrir discretamente com ambos, com a sensação de já ter ganho o dia.

17.5.06

Alguém me encontra a razão?

Da expressão: "Rimos que nem uns perdidos"?

Não conheço muita gente perdida que ande por aí a rir à gargalhada. Do género "Ah, ah, ah, vejam lá que queria ir para Alfragide e vim parar aqui à Cova da Moura" ou "Oh, oh, oh, fiz 100kms a mais porque me perdi nesta estrada nacional sem sinalização e agora estou quase sem gasolina".

E a ilógica da expressão é que para se rir que nem um perdido tem que se achar muita graça a alguma coisa, esteja ela onde estiver. Agora perdi-me, ai que engraçado...


Se alguém me puder ajudar, prometo levar todas as opiniões muito a sério, mesmo que esteja perdido de riso...

15.5.06

Axila, o Huno

Não querendo parecer anti-social, sou fervoroso adversário dos bárbaros dos odores excessivos, sejam eles perfumes naturais ou fabricados. Aliás, numa altura em que tanto se fala do anti-tabagismo e da proibição de fumar em recintos fechados, pouco se fala da proibição de suor excessivo nos mesmos locais.
É Verão que esta praga atinge o auge, com os Calvin Klein e os Dolce & Gabanna a misturarem-se com os Calvin Schvein e os Dolce & Porcanna e é principalmente nesta altura que defendo medidas extremas.
Em transportes públicos, um gajo com um sensor de odores tipo revisor: mais de 0,5 litro de perfume ou factor Axmel Sovakol acima do minimamente tolerável vai fora. À falta de sensor, o olfacto terá de ser usado, apesar dos riscos inerentes.

O tabaco mata e o sovaco não, dirão alguns puristas, que certamente não andam de transportes públicos e nunca passaram a agonia ao melhor estilo Matrix, de ter de quase partir a coluna para evitar uma axila agressiva.
Portanto, apoiaria também campanhas de prevenção com desodorizantes a serem distribuídos logo pela manhã nos principais terminais de transportes, sob o mote “Não faça do suor um amigo do peito” ou “Dê o litro no sítio certo”, aceitando-se também coisas mais inspiradas.

Pensem nisto e se fizer algum sentido, alguém tenha a pachorra de começar aquelas bonitas chainletters a apelar à consciência dos cidadãos para tentarmos erradicar este mal em conjunto (mas não muito juntinhos, para prevenir males maiores)

Despeço-me com um conselho para todos os que são limpinhos (-10% dos leitores portanto) e usam perfumes decentes. Não gastem um frasco em três aplicações. É como medicação em excesso, sobredosagem não ajuda…

8.5.06

Eu sou do Belém - Ou os 7 passos que também te explicam porque és Português

1 - O Positivismo inicial, mas com plano de fuga - No início de qualquer situação, acreditamos sempre que aquilo vai ser o melhor de sempre, embora seja sempre uma boa estratégia dizer que não acreditamos muito na coisa. Assim, se der para o torto, teremos sempre a ressalva “Eu não disse!”.

2 - A Trama superior - Ter sempre aquela ideia que há sempre alguém que nos vai tentar lixar. Nem que sejamos nós próprios.

3 - O desprezo de opções teoricamente mais fáceis – O orgulho de pertencer a uma minoria é na maior parte das vezes superior ao recurso a opções mais fáceis ou de possível maior sucesso. Apesar de sermos tendencialmente favoráveis à escolha do mais fácil, há algo de irracional na nossa escolha por sermos/estarmos onde estamos. E é disso que nós gostamos.

4 - O profetismo do Apocalipse – Quando as coisas começam a correr mal é necessário gritar aos quatro ventos que as coisas vão mesmo correr mal. E, ainda que tal seja possível, não se deve fazer os possíveis para que tal assim não seja. Caso contrário, que satisfação nos restaria?

5 - Uma boa distribuição das culpas - É essencial ter sempre preparado um lote plausível de culpados para a nossa situação, conforme a mesma for evoluindo. Curiosamente, esse lote de culpados tem normalmente uma situação financeira muito superior à nossa, apesar de fazermos todos parte do mesmo grupo.

6 - Depois da tempestade vem a resignança – Depois de um período em que o protesto é veemente, quando qualquer resultado negativo se acaba por confirmar, instala-se a resignança, um espírito muito parecido com a bonança, se lhe tirarmos tudo o que esta tem de bom (incluindo a série).

7 - Uma esperança renovada eternamente – Como temos tanto de teimosos, como de sonhadores, acreditamos que quando algo acaba com um mau resultado, já tudo o que era de péssimo nos aconteceu e por isso, a partir de agora é que vai ser, o Sol vai brilhar e já vemos uma luz ao fundo do túnel. E, mesmo que seja um comboio, isso alegra-nos.

Sem darmos por isso, estamos de volta ao ponto um...

5.5.06

Chefe de redacção da "Bola" por 1 dia

“Mantorras sonha com Angola na final – Se depender de mim, estamos lá com uma perna às costas”

“Apesar da idade Figo não é pêra fácil” - Treinador angolana fala do veterano português

“Vieram do Irão” – percurso da selecção iraniana

“Mexicozinho Scolari?” – Abordagem ao embate com a selecção mexicana

1.5.06

Aproveitando o Dia do Trabalhador

É só para dizer que, depois de umas merecidas férias mentais (não confundir com cenários de cuequinha de fio dental e pina coladas à beira da piscina), a minha parte do tasco reabre esta semana com a mesma gerência. Quanto aos restantes membros do elenco, esses já se sabe que fazem férias mentais o ano inteiro.


Acrescento que vi ontem os meus primeiros 10 minutos do Circo das Celebridades. É bom saber que a Mulher de Barba e o Anão com 3 cabeças podem agora sentar-se no sofá e ver um programa que os faz sentir normais.