13.4.06

Ide fazer festinhas ao coelhinho da Páscoa pecadores

É verdade, se estão a ler este post são um dos potenciais pecadores, conforme anunciado pelo Vaticano, que aproveitou o facto de se aproximarem três dias em que o que a malta faz mais é meditar para divulgar os novos pecados modernos.
Por isso, não querendo eu contribuir para que o número de pecadores aumente por minha causa, anuncio desde já que durante os próximos três dias irei reflectir sobre o percurso da minha vida e também sobre as Sagradas Escrituras...

Tudo isso, depois de ver o compacto dos Sopranos em DVD, visitar os 3000 blogs que tenho anotados e ler o Expresso (que é pela sua dimensão a expressão máxima do pecado de ler jornais em demasia).

Por isso, ide e não parai muito tempo pela internet, a não ser que o façam no site www.confessa-me_online.pt. Só assim alcançarais a salvação

12.4.06

Perdidos - Nos preliminares de uma série

Tenho presente que os gajos que criaram a série Lost deviam todos ser vergastados com uma caninha de vime, nos sítios onde mais dói, desde que tal não lhes desse prazer. Quer-se dizer, eu até gosto da série, apesar de achar que a Michelle Rodriguez tem o potencial de vir a ser o próximo Van Damme, com aquele ar de conquistadora durona, que tempera as suas relações (mesmo as mais íntimas) com os punhos e uma rosnadela.
O meu problema com a série é que está bem feita e no final de cada episódio uma pessoa fica com uma vontade real de ver os próximos 20 episódios de enfiada para ver se os “Outros” são efectivamente um grupo de turistas portugueses que se perdeu num passeio de barco e se recusou a pedir direcções.
É certo que entre versões estrangeiras, cópias marafadas de DVD’s e o advento da Internet, um gajo que seja efeminadamente curioso pode saber facilmente o que se segue na história, que vai mais avançada lá fora, do que na RTP, que milagrosamente tem mantido o horário decente das transmissões. Deve ser por causa do Dr. Almerindo, que antes de tomar um copinho de leite e se deitar gosta de ver umas moças com roupas rasgadas ou até uns rapagões bronzeados de barba bem semeada.
Mas, gajo que é gajo, gosta deste toca e foge (de que outra forma se explicaria também o sucesso de clubes como o Passerelle ou o Champagne), deste desvendar pouco a pouco o fio à meada, deixando ver um pouco mais, mas apenas o suficiente para o cliente, perdão o espectador, voltar para a semana. Ou melhor, diz que não gosta, que é uma merda ficar pendurado, que aquilo não tem sentido nenhum, mas por dentro está em brasa para ver o próximo.
Por isso, a grande tirada filosófica e a moral da história deste post, sim porque quem nos visita aprende sempre qualquer coisa (nem que seja que há blogs que não se devem visitar duas vezes) é a seguinte:

Séries bem conseguidas como o Lost estão para a televisão um pouco como os preliminares estão para o sexo (COM A DEVIDA DISTÂNCIA É CLARO). Gajo que não ligue consegue viver sem isso, mas não sabe o que anda a perder...



PS – A RTP devia patrocinar este post, mas já se sabe que malta de Cabo Ruivo não é de fiar
PS2 – Ou então os clubes de Strip...
PS3 – Mas como nunca fui a um, não sei se é como dizem...

5.4.06

O conto do velho e do pombo

Lisboa (para não dizer Portugal) tem pelo menos duas pragas: pombos e velhos. Se em relação aos primeiros o consenso é quase geral, certamente que no que toca aos segundos, a afirmação é polémica. Mas eu provo que as duas estão ligadas.
Os pombos são imunes a quase tudo o que é doença, algo com que a maior parte dos velhos sonha. Além disso, os pombos cagam em tudo quanto é sítio, algo com que muitos velhos se identificam.
E vai daí os velhos fazem um culto aos pombos. Possivelmente tentando absorver deles a imunidade ou o dom de voar para ir ter com os anjinhos, toca de descarregar sacos de migalhas, milho, esfarelar pão, etc, em qualquer parte da cidade onde possa estar um desses seres cinzentos que para além de servirem de alvo em movimento não se lhes reconhece qualquer outra utilidade.
E se alguém comenta “Não vê que ao dar de comer a um pássaro que até beatas come, está a contribuir para o prolongar de uma coisa má?”, o velho que porventura sente nisso uma ameaça a si mesmo, sai-se logo com uma tirada que se podia aplicar a ele próprio “Coitadinhos, não vê que não fazem mal a ninguém?”. E a história repete-se, num ciclo vicioso...
É que o problema dos velhos que não têm onde cair mortos é exactamente esse, não têm onde cair mortos.
A medicina evoluiu, as condições de vida evoluíram (mesmo que em muitos casos sejam ainda pré-históricas), mas o conceito de família e de sociedade também e ninguém guardou lugar para eles, os velhos. Enquanto houver pombos para alimentar, jardins para jogar cartas e afins, o mal vai sendo esbatido “Coitadinhos, não fazem mal a ninguém”. É que os que podem vão para “lares de idosos” (na maior parte das vezes equivalentes a uma estadia no corredor da morte), os que não podem vão dar de comer aos pombos até um dia...
Envelhecer é bonito mas não é para todos. Em Portugal para muitos é uma maldição e não há pombo que a quebre.


Uma ressalva, o termo velho é usado intencionalmente, porque pretendo separá-lo do politicamente correcto cidadãos seniores - aqueles que efectivamente ainda fazem parte do mundo dos vivos, especialmente a nível mental e que arranjam formas produtivas de ocupar o seu tempo e não se deixam sucumbir pela idade. Se isto soa mal? Soa. Se não pretendo contribuir para a solução? Para acabar com os pombos tenho umas ideias, para tratar dos velhos nem por isso...

1.4.06

Vai mamar, ó Paulo

Se há coisa que me irrita profundamente, mais ainda que o penteado do Santana Lopes e o ar intelectual que o Luís Costa Branco arvora naquele programa da SIC Mulher em que gajos falam sobre gajas, é a obra literária do Paulo Coelho. Confesso que as capas dos livros dele até me pareceram apelativas em determinada altura da minha vida - aquela mesma fase em que achamos que por já termos vida sexual somos adultos. Nessa época, uma prima minha, que possui um acervo literário interessante, emprestou-me o Alquimista. Li aquilo em dois dias, se bem me lembro. Na altura, também por falta de bases de compração, não consegui discernir completamente acerca da valia do autor. Faltava-me ler mais qualquer coisa. Passados um ano ou dois, li o Nas Margens do Rio Piedra blá blá blá e o Maktub. Nessa mesma altura iniciei o desenvolvimento de uma profunda aversão ao Paulinho. Por momentos pensei que o problema era meu: Tu és pouco espiritual, pá! Noutras ocasiões: Tens a sensibilidade de uma rocha! Nalgumas outras: Pára de coçar a tomatada em público! Deixei a coisa andar. Li outras coisas. Li muita literatura russa. Dostoievski e tal. Li utopias e distopias. Li muitos comics da Marvel. Li Kafka, Steinbeck, Boris Vian. Li autores portugueses também. Passados muitos anos, uma tia ofereceu-me no meu aniversário o Monte Cinco. Apesar de torcer o nariz, não lhe fiz a desfeita de ignorar por completo a oferenda e abalançei-me à tarefa de ler aquilo. Só li vinte ou trinta páginas. Neste momento posso concluir que o Paulo já não tem nada para me oferecer. Aquilo é mesmo mau. Não é só mau. É pior. É uma merda. Por outro lado, compreendo o Paulo, à luz da nossa sociedade de hoje em dia. Eu também não me importava de ser o autor de língua portuguesa mais vendido de sempre. Aquilo é formulaico, gira o disco e toca o mesmo, e deve-se fazer uma vida simpática à custa de pessoas inseguras. Existem milhões de pessoas no mundo inteiro que pensam da seguinte forma: Epá, eu não sou católico não sou nada, mas acredito que existe qualquer coisa que nos transcende a todos. Como hei de fazer para comunicar melhor comigo mesmo? Já sei, vou ler um épico do Paulo! Há uns bons vinte anos atrás, com o advento em Portugal das IURDS e outras que tais, as pessoas eram enganadas mas acreditavam mesmo em qualquer coisa. Hoje em dia o McDonald's Espiritual apresenta-se-nos através das tretas que o Paulo Coelho escreve. Independentemente dos credos, muita gente no mundo inteiro lê o Paulo Coelho. O atrasado mental do Russel Crowe, quando não está a partir a tromba a nenhum funcionário de hotel mais zeloso, não perde uma obra do Paulo. Ainda se admiram de cada vez menos gente ir à missa. Eu por mim, e independentemente da minha educação católica, deixei de ir à missa há muito tempo. Às vezes estou em paz, outras não. É a vida. Não sou nenhum acintoso defensor ou atacante das igrejas, religiões ou da espiritualidade de cada um. O que me custa profundamente é que o monsieur Lapin continue a enganar tanta gente. Só uma sugestão: se se sentirem bem convosco, têm tudo o que precisam. Não têm de ir à Igreja, à Mesquita ou ao raio que vos parta. Muito menos precisam de ir à FNAC encher os bolsos de um gajo que andou a ser internado em hospícios e a levar choques eléctricos quando era puto.

Nova música no blog. I am the walrus, dos Beatles.

Random facts about Rogério

Inspirado nos randoms facts do Chuck Norris

O Rogério não é cinéfilo. O cinema é que é rogerófilo.

Quando o Rogério estava na idade dos porquês, nasceu o Quiz.

Quando estava na idade de andar de escorrega, apareceu o Quiz de Cascata.

Há muitos anos atrás o Rogério masturbou-se a pedido de D. Dinis e cresceu assim o pinhal de Leiria.

Em 1988, um olhar fulminante do Rogério consumiu o Chiado!

O Rogério, como arquétipo supremo da masculinidade que é, não faz amor. O Rogério fode! Quando ouve a expressão "fazer amor" é acossado de vómitos profundos e depois ocorrem tsunamis e morrem muitas pessoas na Ásia.

Há milhões de anos atrás, quando ainda era uma criança, o Rogério andou um dia inteiro ao pé coxinho e separou-se assim a Pangeia.

O Rogério não é sócio do Belenenses. O Belenenses é que tem a honra de ser sócio do Rogério!

A Atlântida não submergiu devido a nenhum cataclismo. O Rogério levantou o ralo.

A Ajuda era uma cova, mas o Rogério queria uma vista para o rio e foi roubar o alto à Moura. Assim começou a Reconquista Cristã.

A 1 de Novembro de 1755, o Rogério fez jogging no Parque Florestal do Monsanto. O resto vocês já sabem!

A Dalila também tentou cortar o cabelo ao Rogério. O Rogério arrancou-lhe os braços e petrificou-a com o seu hálito, colocando-a de seguida no Museu do Louvre. Hoje chama-se Vénus de Milo.

O Belenenses não ganha títulos pois os jogadores ficam nervosos por saberem que o Rogério está a olhar para eles.

A última vez que o Rogério brincou com Legos apareceu a grande muralha da China. A última vez que brincou com os seus soldadinhos de chumbo ocorreu uma coisa chamada II Guerra Mundial.

O Rogério uma vez chutou uma bola para muito longe. Hoje essa bola é a Lua, o satélite natural da Terra.

(contribuam com alguns que não tou com pachorra para fazer mais)