27.11.06

Notas matinais

Dó – Tenho ouvido um spot de rádio logo pela manhã, creio que para a Avis, em que alguém pede, em êxtase, um autógrafo ao Luís Esparteiro. Eu gostaria de conhecer alguém, que não da família do dito senhor ou na dependência financeira do mesmo, que efectivamente quisesse um autógrafo do jovem...Tenham dó senhores.

Ré – Segundo o que li no site do Jornal de Notícias, em Coimbra uma jovem de 23 anos andou a pilhar casas e automóveis, actuando a solo. Se se derem ao trabalho de ler a história, ajudem-me a perceber o que era mais absurdo. A jovem roubava artigos e depois carros, aproveitando distracções das pessoas, como por exemplo chaves na ignição. Tendo em conta que é acusada de dezenas de furtos, devo pressupor que em Coimbra, boa parte da população acredita na bondade do próximo. O que até nem é mal pensado, porque pelos vistos depois de transportar os artigos roubados, a jovem devolvia os carros...Porque carga de água? Da fama e proveito de ladra não se safa, só se for mesmo porque com o preço da gasolina não compensa sequer roubar carros. Finalmente, daquilo que li, um dos primeiros furtos foi de um jipe de criança movido a bateria, um artigo que pelo que sei é altamente procurado no mercado negro e que deve ter compensado largamente ter roubado (e devolvido) um carro para o transportar, tirando no entanto a piada de ver a autora do furto em fuga no dito jipe...

Fá – Lembrei-me este fim de semana, ao ver um livro de publicidade dos anos 60, 70 e 80 do saudoso anúncio de champô em que uma jovem descascada fazia as delícias da rapaziada mais rebarbada. Em Portugal, foi dos primeiro que me lembro que, explorando a menina, usava a lógica dos contrários, muito utilizada também em anúncios de perfumes. Eu sei que a lógica é aspiracional e que se espera que as pessoas se revejam no retratado, e que no caso dos perfume uma boa parte das compras são para oferta e, como tal, muita menina oferece por exemplo um Armani ao seu mais que tudo, esperando que ao fechar os olhos possa imaginar o jovem mocetão do anúncio e no caso inverso um qualquer rapazote possa ter a sua parceira a cheirar como a Scarlett Johansson.
Mas, no caso deste mítico champô, sempre tive algumas dúvidas: será que as senhoras o compravam revendo-se na moça, muitas delas confiando talvez em propriedades mágicas da espuma e quantos gajos não terão levado na cabeça (talvez literalmente) ao presentear as caras metade com um belo champô Fá...

Seguem as notas pós almoço...

1 comentário:

  1. Falta o MI (Dó, Ré MI, Fá , Sol, Lá, Si, Dóóóó)
    E agora o que será de ti, sem MI?
    Kiss

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