13.9.06

O espantoso mundo das relações sociais


Conhecer pessoas, sejam elas homens, mulheres ou algo pelo meio, pode tornar-se complicado a partir de certa idade. Por norma, para quem não sofre de incapacidades de relacionamento social, alergia ao banho ou esteve preso durante a juventude, na idade escolar (fica o meu pedido de desculpa aos analfabetos, que de qualquer maneira também não vão ler o que estou a escrever) e até à universidade, não é difícil ir conhecendo malta, mesmo que sem intuitos sentimentais mais profundos. Com o trabalho, as drogas e outras práticas condenáveis, o factor disponibilidade vai apertando e o círculo vai-se fechando, se bem que há quem fure o esquema com bravura, mas não falemos agora dessa simpática gente que são as Testemunhas de Jeová.
A Internet veio até certo ponto suavizar estas fronteiras, pois com chats, blogs, messengers, hi5’s e fóruns a rede volta a alargar-se. Hoje casais enamorados apresentam o parceiro aos pais dizendo: “Mãe, Pai este é o Romualdo, é comando, conheci-o no msn e vamos casar” e a coisa até é recebida naturalmente “Tudo bem Pedro, desde que não vás para o Afeganistão”. Mas, embora eu próprio já tenha conhecido algumas pessoas via internet e a maioria das quais até seja gente porreira e normal (um grande abraço para a Dona Suzete, porteira reformada em Ermesinde) há episódios de conhecimentos ao vivo que não têm paralelo na Internet (tirando o facto de já ter havido quem me pensasse como um negão de 2 metros da Damaia, o que é falso, eu sou da Brandoa).
E termino esta epístola, com um episódio desses, marcante na história dos relacionamentos sociais de um jovem, conhecido meu e do Vilão. Em noite de veraneio, passeávamos nós pela zona ribeirinha, quando vemos um conhecido mútuo, chamemos-lhe Tenente Valdez. Valdez tinha duas amigas lado a lado, cada uma delas com aspecto decente e prendado, algo que não era comum ver perto de Valdez.
Apesar disso tentámos, eu e o Vilão, escapar ao contacto com o indivíduo, ainda mal refeitos de outros episódios épicos com o dito personagem. Mas, Valdez, sempre atento detectou-nos e antes que tivéssemos tempo, soltou uma frase que ecoou na história dos conhecimentos entre homens e mulheres: “Mau, Vilão, venham cá rapazes. Quero-vos apresentar o GRELO que conheci”.
Nessa noite duas moças aprenderam que não se deve dar conversa a qualquer um, eu e o Vilão descobrimos que dois minutos de riso podem valer uma noite de tormento e o Tenente Valdez aprendeu que nem todos os vegetais fazem bem à saúde...

15 comentários:

  1. Então o Dr Gentil Martins ainda te separou do vilão?

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  2. Se me disseres onde mora a Dona Suzete vou lá pessoalmente dar o teu abraço, somos, provavelmente, vizinhas.

    Maria

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  3. @ Cuga - Realmente, das raras vezes em que andei à bulha com o Vilão numa delas fomos separados por um médico, mas nunca lhe perguntei o nome...


    @ Maria - Agradeço a disponibilidade, mas creio que Suzete é nome artístico, não quereria mandar-te numa caça à Suzete infundada

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  4. Isso diz-se de uma gaja? Esse Tenente não tem tento na língua.

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  5. Nota do Bastonário da Ordem dos médicos:
    O Dr Gentil Martins separa gémeos siameses, mas não tem, nos seus ficheiros de sucesso, registo dos nomes supracitados.

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  6. que pena não me chamar pedro...

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  7. catarina,

    a mim, o que me preocupa é o episódio parecer ser uma dupla odisseia e não ter passado de meia odisseia.

    prá mecita de aspecto tão decente e prendado como a outra, vai toda a minha simpatia e solidariedade...

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  8. Mak
    O teu blog está a ficar um bocado fofo... Deve ser influência da "anima" que há em ti e que te faz procurar uma companheira de blog. Preferia quando era só pimba, mas não se pode ter tudo!

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  9. Cuga,

    Neste momento somos um catch-all blog, direccionado a um público de todas as idades, desde que sofram do síndroma de Tourette, algo que utilizados para desculpabilizar qualquer alarvidade proferida.
    Como é óbvio, sabemos que dificilmente agradaremos a toda a gente, algo que nos agrada sobremaneira, pois a ideia de sermos uns fofos poderá repugnar muita gente, tal como a ideia de sermos uns trastes o faz a outros.
    Mas, com casting ou sem casting, continuaremos a seguir o rumo que traçámos para este projecto, ou seja, nenhum...

    Ou, como já ouvi um grande estadista referir "Não sabemos para onde vamos, mas sabemos que não é por aí"

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  10. :)
    É como os bombons com recheio. Nunca sabemos qual o sabor até os provarmos!

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  11. Ou como as bananas. Sabemos que têm casca,que por dentro sabem a banana e que podem estar boas,verdes ou maduras. Mas de resto, desconhecemos por completo o que vamos encontrar.

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  12. Há bananas que vêm dos trópicos que podem trazer viúvas negras, altamente perigosas. Imagino que seja disso que este post trata, depois de ter lido e relido a versão do vilão e de ter consultado links que me dão vontade de ir ver o Goucha, à falta de melhor tortura.

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  13. Carmencita15/09/06, 12:11

    Posso estar enganada... mas não é a 1ª vez que falas deste episódio, pois não? Sabes que nós, os leitores assíduos, podemos ser inconvenientes por causa destas coisas....

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  14. isto e fraudulento... o termo utilizado nao foi grelo.. mas sim gostosas... de vegetal a gosto ainda vai um longo caminho...
    alem disso eu jamais diria isso pois nao sou beto de cascais armado em macho ou em vil velhaco abutre a imagem do pai. com todo respeito as nossa razões primordiais de existir " as Mulheres"

    Tenente VAL10

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  15. António Pedro03/10/06, 12:22

    O telemóvel tornou-se sine qua non das relações actuais, ditas modernas. Tornou-se, mais flagrantemente, o factor da inclinação amorosa: se tem interesse então deve ligar.
    Hoje toda a gente tem um número - todos somos um número composto de 9 algarismos isto é tão verdade que temos aí a campanha da Optimus. Gostava de ver a cara do "dá-me o teu número" e de repente voilá que temos essas caras pela rua, todas elas ligadas a nós. E esta hem?

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