16.12.05

Separados à Nascença (ok, uns diazinhos depois)

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O Bom, O Mau e o Vilão podem não ter o mesmo carisma e savoir-faire do saudoso Henrique Mendes que ajudou a unir tantas famílias desavindas (e a afastar ainda mais outras tantas), mas nem por isso desistem de ajudar o próximo. Através do nosso repórter Chispe Reco, concluímos que José Moutinho Garcia Pereira e António Garcia Pereira Moutinho são gémeos separados ainda com dias por uma mamã descuidada que não se lembrava de quantos meninos tinha parido. E numa longínqua manhã nublada saiu à rua com dois bebés e só um regressou. E anos mais tarde enquanto arreava um calhau na mata, o pequeno António aproveitou para fugir enquanto a mamã prosseguiu a sua vida normalmente. E ainda uns dias depois participu num grande gangbang com a selecção angolana de sub-20 de corfebol. Era um bocado sluty, a senhora. De qualquer forma, nessa altura os petizes já haviam sido adoptados por novas mãezinhas extremosas ardentes por os doutrinar cada uma à sua maneira. O Bom, O Mau e O Vilão orgulham-se então de restaurar a verdade sanguínea dos factos e esperemos que o facto de um ser de esquerda e nunca ter visto televisão e o outro ser um dandy do exército que gosta de fazer poses marotas e amaricadas na mesma não obste ao catching up que têm de fazer. Ah, é verdade: os seus verdadeiros nomes são Rábano Jacinto Estilete e Nougat Prepúcio Estilete.

15.12.05

Eleições bombásticas no Iraque

Nas eleições que decorreram esta semana no Iraque, após o encerramento das urnas, a aderência verificada foi de cerca de 67%, segundo dados disponibilizados pelas autoridades locais.
Uma notícia que entristeceu em grande escala, as várias facções terroristas iraquianas que depois do seu esforço dos últimos meses. "É triste ver que apesar de obra feita, os resultados ficam muito aquém do esperado" confidenciou Shidrit Al Cavilha, líder do Partido Terrorista.
"Depois de vários meses sempre a bombar, ficar a saber que 33% das urnas disponíveis no meu país estão ainda por preencher é no mínimo desolador. Mas, no meu íntimo, continuo a pensar que os números divulgados pelo Governo estão longe da verdade. Mas também, nós não temos a máquina de propaganda dos Judeus na 2ª Guerra Mundial..." - avançou este responsável, enquanto afiava a sua faca na testa de um técnico de contas albanês apanhado esta semana no Iraque, numa clara alusão às afirmações do presidente iraniano, que disse a semana passada que essa história do Holocausto se calhar foi inventada e que o que aconteceu foi que infelizmente alguns milhões de judeus, enquanto visitavam umas fábricas na Polónia foram vítimas de uma fuga de gás e enquanto tentavam fugir cairam na fornalha das mesmas...

12.12.05

Soares vs Galo de Barcelos

Depois da pasmaceira habitual que têm sido estas presidenciais, finalmente alguma diversão. Em campanha por Barcelos, o milenar Mário Soares foi confrontado por um indivíduo de identidade desconhecida, mas que aparentava ter 55 anos, segundo o Diário Digital. Para além da piada que tem tentar perceber como é que um indivíduo aparenta a idade exacta de 55 anos, o episódio incluiu insultos e um murro no braço do candidato, que mostrou boa condição física e se manteve firme.
Mas o melhor está no fim da peça, onde Muhammad "Soares" Ali refere não ir apresentar queixa contra o referido indivíduo, por este aparentar ser atrasado mental.
Ora isto é um gravíssimo precedente, pois assim se retira legitimidade a todos os que se queixam dos políticos portugueses, dos jogadores de futebol na sua maioria e das modelos portuguesas.

Depois queixam-se...

9.12.05

Amigo Secreto, Desgraça Publica

Aproveito a onda natalícia para falar desse flagelo da época que é o muito divertido jogo entre colegas de trabalho chamado "Amigo Secreto", onde através de um sorteio de papelinhos durante 2 ou 3 semanas teoricamente temos de bajular uma aventesma que também trabalha no mesmo sítio. Tudo bem, pode ter-se sorte e sair aquela secretária boazona que de profundo só tem os decotes ou (para não ofender o público feminino) o tipo dos Recursos Humanos, que tem um físico e um intelecto cuidados, não arrota na presença de senhoras e abre a porta do carro para elas entrarem (um personagem ficcional portanto), mas na maioria dos casos ou não se liga pevas ao desgraçado/a que nos coube em sorte ou lá se compram uns rebuçados do Dr.Bayard e se oferece no fim uma agenda para o ano que vem.
Seria bem mais proveitoso e menos hipócrita criar o "Inimigo Secreto", onde cada funcionário escolheria um colega/patrão que lhe causasse particular repulsa e durante essas duas semanas, anonimamente lhe chamaria tudo quanto não tem coragem para dizer na cara e outras condutas impróprias. A vantagem seria que no final do período não se tinha de identificar, mantendo o anonimato e poupando aqueles 5 minutos de conversa de chacha na altura da revelação havendo, no entanto, para os mais corajosos a opção de um frente a frente, em que em vez da troca de prendas haveria uma troca de murros e insultos, que certamente animaria muita festa de Natal moribunda.
A desvantagem é que haveria certamente gente beneficiada no número de Inimigos Secretos, mas também se o mundo fosse perfeito, este passatempo não faria sentido...

5.12.05

Se é português não dá cara...

Na passada fui almoçar a esse entrecosto de culturas que é o Chimarrão. Sendo moderadamente alarve, escapei a uma instituição que fascina os portugueses chamada rodízio e dirigi-me à zona de "Prato Cheio", onde mais difícil do que decidir se se leva um prato grande ou pequeno, é conseguir encontrar um prato limpo ou até mesmo um empregado português, o que me leva ao assunto desta dissertação.
Depois de ter confirmado junto de um empregado que não dava para baixar o som da música brasileira de intérprete desconhecido que soava altíssima junto à minha mesa, pelo simples facto de, infelizmente, esse mesmo intérprete estar a actuar ao vivo no andar de baixo, peguei no meu prato e fui enfrentar o grill.
Chegado lá e depois de ter hesitado na panóplia de acompanhamentos disponíveis, escolhi apenas tomate e arroz branco, os únicos que não pareciam ter saído do estômago de um cliente anterior.
Chegado à zona das carnes, o empregado pareceu-me algo familiar e não me refiro ao facto de ele tratar todos por "Amigão". Enquanto ele colocava questões profundas às pessoas que me antecediam na fila, como por exemplo "Maminha senhor?" "Picanha?" ou até "Cupim?", algo não batia certo na minha cabeça, para além do habitual. O sotaque brasileiro confundia-me, porque eu reconhecia aquela cara atrás dos espetos, mas não me lembrava de onde, já que não tenho grandes amizades entre o staff do Chimarrão, nem na comunidade brasileira em Portugal.
Quando chegou a minha vez, fez-se luz, possivelmente porque a sala estava pouco iluminada em dia cinzento, e vendo melhor a cara do indivíduo foi aí que me lembrei: aquele gajo costumava estar sempre a jogar basket no Estádio Universitário, no tempo em que eu passava lá a vida a fazer o mesmo. E não era brasileiro...
Foi aí que ele, sem olhar para mim começou com um "Boa tardjiii senhoooôrrr..." que interrompeu prontamente quando me reconheceu e, falando em tom baixo me disse:
- Então, tudo bem contigo? Olha que a picanha hoje está muito boa - num português de fazer inveja a Edite Estrela.
Fiquei estupefacto com aquela camuflagem linguística e só tive a capacidade de lhe dizer com frontalidade:
- Tudo bem, podem ser dois pedaços então, ah e duas salsichas.

Depois desta reencontro emotivo dirigi-me à mesa, ainda a pensar. Se o gajo é português, das duas uma: ou inebriado pelos fumos da grelha de carnes brasileiras e da música em altos berros não conseguiu resistir ao "açucar" do linguajar indígena ou a administração do Chimarrão tem uma política de restrição em relação a empregados portugueses, o que se pegar moda pode ser um pau de dois bicos, senão vejamos três exemplos:

- As lojas de chineses deixarão de empregar brasileiros como já o fazem, acabando com um foco de confusão para os idosos, que no exterior viam um pagode e no interior ouviam pagode, perdendo referências geográficas e contexto cultural.

- Assistiremos ao regresso do referenciado empregado chico-esperto às pastelarias nacionais, combatendo o desaparecimento de uma figura mítica nacional.

- As empregadas domésticas serão obrigadas a falar português, tornando-as compreensíveis, mas que por outro lado implica que sermos obrigados a perceber do que falam.

Como se vê, não faltam exemplos e agora que se aproxima o Natal, seria interessante aproveitar o tempo que se vai perder nas filas para pagar os presentes, para pensar em assuntos tão vitais como este.