22.6.05

Orientam-se ai uns trocados?

Jorge Sampaio procedeu a alguns comentários "menos abonatórios" sobre as instituições bancárias e a sua relação com o endividamento dos portugueses, que se enterram até ao tutano para comprar mais alguma coisinha.

A primeira contra medida apresentada de imediato pelos responsáveis visou exactamente o nosso Presidente da República:

"Já estávamos habituados à sua interminável prosa do Dr. Jorge Sampaio, mas a partir de hoje ficou claramente definido, não podemos dar crédito ao que este senhor diz. Sabemos que não é muito, mas sempre é um princípio..." - disse um simpático responsável de um grupo bancário português, enquanto acendia o seu charuto com uma nota de 500 Euros.

As lojas de penhores e o sector dos agiotas também se mostraram favoráveis em relação ao teor das declarações de Sampaio:

"É tempo de dar dinamismo ao nosso sector e acabar com as máfias industrializadas do crédito. A arte do endividamento e concessão de crédito deveria voltar ao tradicionalismo e às cobranças dificeis através de violência física que sempre defendemos" - foram estas as palavras de um entusiasmado Manuel "Garrote", presidente do SAN (Sindicato de Agiotas Nacionais), enquanto espancava Dona Guilhermina Silva, 68 anos, ao que parece por esta ter 2 semanas de atraso no pagamento do crédito para uma prótese dentária.

2 comentários:

  1. Cometendo a arrogância de terminar o pensamento...

    Como resposta ao puxão de orelhas à banca, Joao Silva, representante dos Moradores dos bairros do Cacém, mostra-se chocado!
    "Andava eu a divertir-me tanto com engenharia financeira no fim do mês, para pagar o microondas, a TV de Plasma, o Combinado daqueles que tem a cena pa fazer gelo na porta... e o automóvel de elevada cilindrada e a casa no Algarve! Agora sem estes créditos da Cof.. cof... idis... como é que eu vou conseguir viver acima das minhas possibilidades??"

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